Eugênia, a nobre virgem, era filha de Filipe, duque de Alexandria, que governava toda a terra do Egito em nome do imperador de Roma. Eugênia saiu secretamente do palácio de seu pai com dois servos e foi para uma abadia, usando o hábito e o traje de homem; nessa abadia levou vida tão santa que, por fim, foi feita abadessa da mesma. Aconteceu que ninguém sabia que ela era mulher; contudo, uma senhora a acusou de adultério diante do juiz, que era seu próprio pai. Eugênia foi posta na prisão para ser condenada à morte. Por fim, disse muitas coisas a seu pai, a fim de atraí-lo à fé de Jesus Cristo. Rasgou sua túnica e mostrou-lhe que era mulher e filha daquele que a mantinha presa; e assim converteu seu pai à fé cristã. Depois ele se tornou um santo bispo e, na hora em que cantava sua missa, foi decapitado pela fé de Jesus Cristo; e a senhora que falsamente acusara Eugênia foi queimada pelo fogo do inferno com todos os de sua companhia. Depois disso, Cláudia e seus filhos vieram para Roma, e muitas pessoas foram convertidas por eles, e muitas virgens por Eugênia. Esta Eugênia foi muito atormentada de diversas maneiras e, por fim, consumou seu martírio pela espada, oferecendo assim seu próprio corpo a Nosso Senhor Jesus Cristo, que é bendito pelos séculos dos séculos. Amém.