Santa Anastácia era filha de um nobre romano, mas ele era pagão. Sua mãe, que era cristã, foi ensinada e instruída na fé por São Crisógono. A referida Santa Anastácia foi casada com um pagão chamado Públio, mas fingia estar sempre enferma, de tal modo que não se ajuntava a ele. Ela visitava os prisioneiros cristãos que estavam em diversas prisões, na pobreza e vestidos com roupas imundas, e administrava-lhes, de seus próprios bens, as coisas de que necessitavam. Por isso, seu marido mandou mantê-la sob severa guarda e, por causa de Santa Anastácia, mandou queimá-la no ano da Encarnação de Nosso Senhor de duzentos e oitenta, e fez os demais morrerem por diversos tormentos; entre eles havia um de quem se havia tomado grande riqueza, e ele dizia sempre: “Por fim, não podereis tirar-me Jesus Cristo.” Apolônia, que era uma mulher cristã, tomou o corpo de Santa Anastácia e sepultou-o em seu jardim, onde mandou construir uma bela igreja. Roguemos, pois, a Deus Todo-Poderoso que, pelas orações e pelos méritos de Santa Anastácia, possamos chegar à sua bem-aventurança eterna. Amém.