O estandarte do santo padroeiro da cidade deve ser mais distinto, tanto pelo material quanto pela ornamentação, que o estandarte paroquial, e também maior e quase quadrado. O estandarte paroquial (que, na terminologia eclesiástica, é chamado de siparum ou fanon) deve ser feito de tecido resistente entretecido com ouro ou prata, ou de seda. Terá três côvados e meio de comprimento e igual largura, de modo a apresentar forma quadrada. Sabe-se, por testemunhos antigos, que o distinto e venerabilíssimo estandarte do imperador Constantino, que os romanos chamam labarum, tinha essa forma e era entretecido com uma cruz preciosa, cuja imagem apareceu no céu.
Portanto, será de material muito mais precioso onde os rendimentos da comunidade paroquial o permitirem.
Deve ser pintado, decorado ou entretecido com a imagem do santo sob cuja invocação a igreja se encontra. Além disso, será da cor exigida, segundo o rito da igreja, pela imagem do santo cujo estandarte é levado.
Terá, em toda a volta, uma ornamentação de franjas da mesma cor que o estandarte, mescladas com fios de ouro ou prata.
Será pendurado em uma forte haste de madeira, no alto da qual se fixará uma pequena cruz quadrada. A haste deverá ser cerca de dois côvados mais longa que o estandarte e da mesma cor que ele.
Também o estandarte levado pelas mulheres nas súplicas públicas para identificar o distrito paroquial deve ser do mesmo material, cor, imagem e decoração que o descrito acima. Contudo, deve ter apenas um côvado de comprimento e de largura, e uma haste curta e delgada, à qual igualmente será fixada uma pequena cruz no alto.