Livro II · Alfaias · n.º 18 · col. 1561

A Dalmática The Dalmatic

Livro II — As alfaias e os paramentos · texto corrido · 7 parágrafos · 8 notas da tradutora · português, com o inglês a um clique

A dalmática deve ter o formato de uma cruz e não deve ser feita com mangas cortadas, mas com mangas inteiras que se estendam até as mãos.

A dalmática do Bispo deve ter mangas mais amplas que as do diácono, e as deste, mais amplas que as do subdiácono, também conhecida como tunicela [tunicella]. A chamada tunicela deve ter mangas mais estreitas.

A dalmática do Bispo deve ser do mesmo tecido que a tunicela do Bispo.

Pode ter dois côvados e dezesseis onças de comprimento e deve estender-se abaixo dos joelhos cerca de dez onças. Na parte superior, deve medir um côvado e quatro onças entre os ombros, alargando-se na parte inferior até cerca de cinco côvados ou mais, para que sua largura seja adequada ao significado do mistério.

A tunicela do diácono e a do subdiácono devem ser ornamentadas com faixas ou estreitas listas escarlates na frente e nas costas, estendendo-se do alto até a parte inferior.

Além disso, serão ornadas com aurifrísios [auriphrygio], pequenos ornamentos entretecidos com ouro, cosidos na parte inferior da frente e das costas, entre as listas escarlates.

Todas as bordas da veste, exceto ao redor do pescoço, serão ornamentadas com um pequeno debrum de franja. O interior deverá ser forrado com um tecido da mesma cor.

Notas da tradutora

Notas e comentários de Evelyn Voelker, tradutora inglesa; as referências bibliográficas ficaram como na fonte.

Antes de se tornar um paramento litúrgico, a dalmática era uma peça de vestuário usada pelas classes superiores de Roma.

O Papa Silvestre I(1) foi o primeiro a introduzi-la como paramento litúrgico e, já no século V, parece ter sido usada pelos bispos de Milão. Por volta do século IX, foi adotada em quase toda a Europa Ocidental para os bispos e diáconos(2).

Passmore: em seus comentários sobre Durando(3), afirma que a dalmática, na época, normalmente era atravessada nas costas por duas faixas transversais, na parte superior e na inferior, para distingui-la da tunicela do subdiácono, que tinha apenas uma, na parte superior. Supunha-se que as borlas pendentes dos pontos de encontro dessas faixas, nas costas, fossem um vestígio dos cordões que fechavam e abriam a abertura da dalmática quando ela era vestida.

Para a complexa interpretação simbólica que remonta ao século IX, com Rábano Mauro e Amalário de Metz, veja-se também Durando(4).

  1. 314-35

  2. Cath. Enc. Vol. Dalmatic

  3. Passmore, durandus…..

  4. Durandus (or Passmore)

Fonte: Instructiones fabricae et supellectilis ecclesiasticae (Milão, 1577), de São Carlos Borromeu, na tradução inglesa Instructions on Church Building, de Evelyn Voelker, publicada em credobiblestudy.com. Tradução para o português brasileiro do Lírio Católico, feita a partir do inglês — não do latim —, por isso o texto inglês está sempre a um clique: o botão Inglês abre o de cada seção, e o botão Ver original em inglês o coloca ao lado do português. As notas numeradas e as fontes citadas são da tradutora inglesa; as referências bibliográficas ficaram como na fonte.