Livro II · Alfaias · n.º 16 · col. 1560-61

O Manípulo Maniple

Livro II — As alfaias e os paramentos · texto corrido · 1 parágrafos · 8 notas da tradutora · português, com o inglês a um clique

O manípulo deve ser feito de seda, ao menos os mais preciosos, e ser da mesma cor e do mesmo material que a estola. Deve ter seis onças de largura e dois côvados de comprimento, ou um pouco mais. Deve também ter cordões de seda presos em ambos os lados, aos quais deve ser devidamente fixado um alamar, também de seda. Como a estola, deve também ter três cruzes tecidas nele.

Notas da tradutora

Notas e comentários de Evelyn Voelker, tradutora inglesa; as referências bibliográficas ficaram como na fonte.

O manípulo (mappula, sudarium, mantile, fano, manuale, sestace)(1), usado pelo diácono, pelo sacerdote e pelo bispo, tornou-se um sinal litúrgico da dignidade do subdiácono nos séculos XI e XII. Originalmente, era um pedaço de tecido dobrado (manipulus, ou pequeno feixe, bainha) que gradualmente evoluiu para uma faixa usada sobre o braço esquerdo.

Já usado em Roma no século VI, era provavelmente a pallialinostima mencionada no Liber Pontificalis e posteriormente conhecida como mappula. O relevo no frontal (antependium) do altar (palliotto) da basílica de Santo Ambrósio, em Milão, testemunha seu uso ali no século IX. Seu uso na Gália e na Alemanha é demonstrado pelas referências a ele em Amalário de Metz e outros.

Originalmente, como diz Alcuíno no 9º século(2), era um pequeno “lenço usado na mão esquerda para enxugar a umidade dos olhos e do nariz”. Até os acólitos o usavam em Roma nessa época. Raiment diz que era usado para que a mão não tocasse os objetos sagrados. Um de seus muitos significados simbólicos, segundo Durando,(3) era ser uma figura das boas obras e da vigilância: “Quanto ao que convém à Cabeça, isto é, Cristo, o uso do manípulo na mão esquerda denota isto: que Cristo conquistou seu Prêmio enquanto estava no caminho... e a mão esquerda é esta vida presente, como está escrito.” Também era visto como figura da corda com que Jesus foi amarrado.

Nas Instruct. varie in volgare(4), especifica-se que o manípulo pode ser apertado ou afrouxado por meio do botão e do cordão usuais.

  1. (Braun, p. 515 ff)

  2. (J. Walsh, p. 449),

  3. Chapt. VI, p. 47

  4. Gaisruck, 1844, p. 957

Fonte: Instructiones fabricae et supellectilis ecclesiasticae (Milão, 1577), de São Carlos Borromeu, na tradução inglesa Instructions on Church Building, de Evelyn Voelker, publicada em credobiblestudy.com. Tradução para o português brasileiro do Lírio Católico, feita a partir do inglês — não do latim —, por isso o texto inglês está sempre a um clique: o botão Inglês abre o de cada seção, e o botão Ver original em inglês o coloca ao lado do português. As notas numeradas e as fontes citadas são da tradutora inglesa; as referências bibliográficas ficaram como na fonte.