Tesouro n.º 117 · Volume II

MEDITAÇÃO MEDITAZIONE

6 seções · 25 parágrafos · pp. 1414–1422 do PDF · português, com o original italiano a um clique

1. NECESSIDADE DA MEDITAÇÃO

Por mais negócios que tenha, o homem consagrado a Deus jamais deixará de lado a meditação, se quiser não cair na tibieza e conservar-se no fervor… Mas toda espécie de pessoas tem o dever de refletir e meditar sobre as coisas da alma; não se empreendem os negócios temporais sem antes pensar neles; ora, os negócios muito mais importantes da salvação eterna não merecem acaso que o homem deles se ocupe e neles se empenhe com toda a alma? «A oração — e especialmente a mental — é para a alma como a água para o peixe», diz o Crisóstomo (In psalm.). «Assim como o corpo, diz Santo Agostinho, se alimenta de comidas materiais, assim o homem interior se nutre e vive dos ensinamentos divinos e das orações (De Civit. Dei)». Se não cuidarmos muito desta, diz São Boaventura, nossa piedade será uma piedade árida, imperfeita e vacilante (Specul.). Eis por que São Bernardo escrevia ao papa Eugênio: «Perguntas-me o que é preciso fazer para ser verdadeiramente piedoso? Dedica-te à meditação (De Considerat)». Santa Teresa afirma que quem abandona a meditação não precisa de demônio que o arraste ao inferno; ele se encaminha para lá e vai por si mesmo (In Medit.). «Recapitularei em pensamento, na vossa presença, ó Senhor, e na amargura do coração, os anos da minha vida», dizia, gemendo, o rei Ezequias (Is 38,15). Assim devemos fazer também nós… Além disso, de que modo conheceremos nossos deveres, cuidaremos de nossa salvação e acertaremos nossas contas com Deus sem a meditação? Quem negligencia a meditação, ainda que já fosse santo, deverá em breve dizer com o profeta: «Jaz abatido e definho como erva cortada, porque me esqueci de tomar o meu alimento (isto é, de meditar)» (Sl 101, 5).

As ordens que hoje te dei, disse o Senhor ao povo de Israel, grava-as em teu coração e medita sobre elas, quer descanses em tua casa, quer viajes; pensa nelas antes de ir para a cama, recorda-as ao despertar. Ata-as aos teus pulsos como lembrança, pendura-as diante dos teus olhos (Dt 6, 6-8). Poder-se-ia inculcar com frases mais expressivas a obrigação e a necessidade da meditação? Se a terra oferece um triste e desolador espetáculo, diz Jeremias, isso acontece porque não se medita, porque não se pensa com o coração (Jr 12, 11).

2. JESUS CRISTO E OS SANTOS FORAM ASSÍDUOS À MEDITAÇÃO

A maior parte dos homens considera a meditação como obra de super-rogação, mas Jesus Cristo e os santos de todos os séculos julgaram-na de modo muito diverso; para eles, ela sempre pareceu coisa de grandíssima utilidade e indispensável à salvação. Por isso, todos se aplicavam com a máxima diligência a este pio exercício e, para se entregarem a ele com mais liberdade, facilidade e proveito, buscavam o recolhimento e, quanto os deveres de seu estado lhes permitiam, retiravam-se de todo o tumulto do século.

São Lucas nos atesta que Jesus Cristo se retirava aos montes para se aplicar à oração, e ali passava as noites (Lc 6, 12). Os trinta anos da vida privada e oculta do Salvador foram consagrados à meditação: «Senhor, dizia o Salmista, eu me lembrei dos dias antigos; meditei sobre todas as vossas obras» (Sl 142, 5). «Recordei os dias que passaram, pensei nos anos eternos» (Sl 76, 5). «A vossa lei, ó Senhor, é o objeto das minhas meditações» (Sl 118, 77).

Santo Antônio levantava-se à meia-noite, rezava de joelhos e com as mãos erguidas; meditava até o nascer do sol e muitas vezes até três horas depois do meio-dia; queixava-se às vezes de que o retorno da aurora o chamasse às suas ocupações diárias. Que me importa a tua luz?, dizia ele ao sol; por que vens distrair-me? por que apareces para me afastar da claridade da verdadeira luz? (CASSIAN. Collat.).

Um religioso beneditino adquirira o hábito de sair da igreja no momento da meditação. São Bento percebeu isso, mas ao mesmo tempo viu um rapaz negro que puxava o monge pela aba do hábito e o arrastava para fora da igreja. Era o demônio que, compreendendo a necessidade e a utilidade da meditação, distraía o religioso desse santo exercício. (SURIO, In Vita). São João Silencioso estava tão habituado à meditação que qualquer outra ocupação lhe parecia insípida e amarga (Vite de’ Padri). Lede as vidas dos santos, e não encontrareis um só que tenha negligenciado a meditação.

3. É PRECISO MEDITAR COM FREQUÊNCIA E PRINCIPALMENTE PELA MANHÃ

«A meditação do meu coração estará sempre na vossa presença, ó Senhor», diz o Salmista (Sl 18,14). «A minha alma está sempre em minhas mãos, e a vossa lei jamais me saiu da mente» (Sl 118, 109). «Sim, durmo, mas o meu coração vela», diz a Esposa dos Cânticos, isto é, trabalho, ocupo-me e pareço absorto nas coisas temporais, mas o meu pensamento medita incessantemente (Ct 5, 2). Dizem-nos, além disso, os mestres espirituais que, ao pedir a Deus no Pai-Nosso o nosso pão de cada dia, devemos entender, em primeiro lugar, o pão da graça da meditação.

Mas, se a cada hora o homem deve elevar a mente a Deus e fixá-la na contemplação das coisas celestes, principalmente pela manhã deve dedicar-se de modo especial a isso; este é o tempo mais propício para a meditação das verdades eternas. «Quem de bom amanhecer voltar o pensamento para me buscar, encontrar-me-á», diz o Senhor (Pr 8, 7). A meditação da manhã previne e fortalece o espírito contra as sugestões do demônio e os assaltos da concupiscência, como, em sua linguagem mística, afirmava de si o profeta (Sl 100, 8).

A palavra do Senhor, diz o Sábio, desce particularmente do céu e penetra no coração do homem quando tudo ao seu redor se cala e as criaturas repousam no mais profundo silêncio (Sb 18, 14-15). Aquele que, ao raiar da aurora, se voltar para Deus, a Sabedoria incriada, não terá dificuldade em encontrá-lo; antes, abraçá-lo-á assim que sair de casa, isto é, quando, por meio da meditação, tiver expulsado de si o amor-próprio para buscar o amor de Deus (Sb 6, 15). Por que Madalena foi a primeira a encontrar Jesus ressuscitado? Porque, deixando Jerusalém quando ainda era noite, dirigiu-se ao sepulcro ao despontar da aurora…

«Deus, meu Deus, exclamava o Salmista, volto-me para vós ao primeiro aparecer da luz» (Sl 62, 2). «Lembrei-me de vós durante o meu repouso, e nas primeiras horas da manhã sereis o objeto das minhas meditações» (Sl 62, 7). «Antecipei a aurora, voltando para vós o meu olhar, ó Senhor, para meditar as vossas palavras» (Sl 118, 148). «Clamei a vós, ó meu Deus, e a minha oração precederá o nascer do sol» (Sl 87, 14). «Ah! eu me apresentarei a vós ao romper do dia e vos contemplarei na meditação das vossas obras, porque pela manhã ouvis a minha voz, e nas primeiras horas do dia a vossa misericórdia se derrama sobre nós» (Sl 5, 3-4); (Sl 89, 14).

Gedeão e seus soldados, tocando as trombetas, rodearam o acampamento inimigo à meia-noite e, quebrando seus vasos, seguraram com a mão esquerda as lâmpadas e com a direita as trombetas, e gritaram: A espada do Senhor e de Gedeão! Ao ouvir esse brado, os madianitas se apavoraram e, soltando grandes gritos, fugiram. E Deus fez que voltassem as espadas uns contra os outros, e eles se matassem entre si (Jz VII). Um prodígio semelhante acontece em favor daquele que medita a palavra divina no silêncio da noite e na serenidade da manhã: todos os seus inimigos fogem, derrotados e dispersos…

As razões que nos levam a escolher a manhã para nos entregarmos à meditação são estas: 1° É dever do homem consagrar a Deus as primícias do dia, dos pensamentos e das ações… 2° É preciso que todos os atos do dia tenham seu princípio em Deus, que sejam dirigidos a um fim bom e santo e realizados com perfeição. «Ora, se fizerdes preceder da oração, diz Santo Efrém, as obras do vosso dia e, ao sair do leito, dela tomardes o princípio de vossas ações, dificilmente o pecado encontrará acesso à vossa alma (Serm. III)». 3° Os anjos louvam a Deus pela manhã, e também pela manhã elevam suas vozes o sol, as estrelas, os pássaros, os insetos e toda espécie de criaturas, para entoar hinos a Deus. Haverá porventura ocupação mais conveniente e mais gloriosa para o homem do que imitar na terra a conduta dos anjos, rezar ao nascer da aurora e oferecer homenagem de adoração e louvor ao Criador com orações, hinos e afetos? Seria vergonhoso para um cristão, escreve Santo Ambrósio, se o sol viesse, com seus raios, bater em suas pálpebras ainda fechadas. Se nos anteciparmos ao seu nascer, se, deixando o leito, formos a Jesus Cristo, sol eterno, e contemplarmos a verdadeira luz dada ao mundo, ele nos iluminará e nos cumulará de esplendor e alegria (De offic. 1. 2, c. 4). 4° Os santos e os sábios consagraram todos ao Senhor as primeiras horas depois de se levantarem.

4. EXCELÊNCIA E. VANTAGENS DA MEDITAÇÃO

«O meu coração, diz o profeta, ardia em meu peito, e na meditação o seu fogo se inflamará» (Sl 38, 3). Ricardo de São Vítor observa que a meditação produz no coração os efeitos do fogo sobre o ferro. Por sua natureza, o ferro é negro e duro; pelo poder do fogo, aquece-se pouco a pouco, torna-se incandescente e finalmente se transforma em fogo, de tal modo que se funde e deixa de ser o que era. Assim acontece à alma atingida pelas chamas divinas da meditação e mergulhada na fornalha do amor celeste; ela aquece-se, inflama-se, incendeia-se e funde-se em Deus; já não é aquilo que era (De Homin. Inter. Instit.). Eis a maravilhosa metamorfose que a meditação opera.

São Tomás ensina que a vida de oração e de contemplação supera em excelência a vida ativa, e dá oito razões para isso. A primeira é que semelhante vida se conforma com o que há de mais perfeito no homem e corresponde às necessidades de sua inteligência e às relações que existem entre ele e as coisas espirituais e inteligíveis. A segunda é que pode ser continuada mais facilmente do que a vida ativa. A terceira é que proporciona consolações mais santas, porque, como diz São Gregório, Marta se agitava, ocupada em muitos afazeres, enquanto Maria permanecia sentada num delicioso banquete (In Ezech. l. II). A quarta é que o homem tem maior aptidão para a vida contemplativa e nela se encontra mais à vontade, porque ela é mais fácil. A quinta é que a vida contemplativa tem suas doçuras em si mesma e por si mesma, ao passo que a vida ativa extrai suas alegrias do exterior. A sexta consiste na tranquilidade e na paz. A sétima é que se ocupa inteiramente das coisas divinas, enquanto a vida ativa se afadiga em torno das coisas humanas. A oitava é que se mostra mais adequada ao homem, porque é vida de inteligência (IIa-IIae).

Não há coisa que dê tanta força à alma quanto a meditação. Com o auxílio dela, a alma derruba os demônios, dissipa as tentações e triunfa sobre tudo… Pela meditação, veem-se os perigos e evitam-se; os inimigos da salvação, e deles se foge; a fealdade do pecado, e dele nos preservamos; a beleza da virtude, e a praticamos; a morte, e para ela nos preparamos; o juízo, e o tornamos misericordioso para nós; o inferno, e dele escapamos; o céu, e o conquistamos.

«Enquanto os homens de contemplação, escreve São Gregório, não se entregam às obras exteriores da vida ativa, permanecem, por assim dizer, desfrutando da doce frescura da sombra, e não são molestados pela chama das tentações. Com efeito, repousando no desejo das coisas celestes, quanto mais distantes se encontram do amor do mundo, tanto mais tranquilamente se alegram à sombra da divina frescura (In Ezech. 1. II)».

«A meditação purifica a alma, dizia São Bernardo; governa os afetos, dirige as ações, corrige os excessos, forma os costumes, torna a vida honesta e bem ordenada e dá a ciência das coisas humanas e divinas. Ela discerne o que está confuso, reprime os desejos tumultuosos, reúne o que está disperso, explora os segredos, busca a verdade, examina o verossímil, esclarece o que é fingido e aparente. Ela regula antecipadamente o que se deve fazer, examina o que foi feito, para que nada permaneça na alma que não seja conveniente e que deva ser corrigido. Nos dias prósperos, prevê a adversidade; nos dias difíceis, torna a pessoa superior às desgraças; destas coisas, uma pertence à fortaleza, a outra à prudência (De Considerat. L. 1, c. VII)».

Meu Senhor e meu Deus, exclama Santa Teresa, alegria dos anjos, não posso pensar no proveito que vem de conversar convosco pela meditação sem desejar derreter-me como cera ao fogo de vosso divino amor. Vossa bondade é grande, pois suportais e até prevenis com vossos favores uma criatura tão imperfeita e culpada como é o homem. Atribuís-lhe como mérito os momentos que emprega em dar-vos testemunho de amor, e basta um movimento seu de arrependimento para que esqueçais toda a sua culpa. Eu mesma o experimentei, ó meu Deus! E por isso não compreendo como o mundo inteiro não se aproxime de vós, para gozar de vossa amizade (In Vita).

Como Santa Teresa deveu sua salvação especialmente à oração mental, apresenta as mais vivas e ardentes exortações para conduzir os outros pelo mesmo caminho. Ela lhes pede e suplica, em nome de Deus, que não queiram privar-se dos consideráveis benefícios que obterão da meditação, assegurando-lhes que, se perseverarem, cedo ou tarde experimentarão certamente os seus benéficos efeitos (De Medit.).

5. É PRECISO SUPERAR OS OBSTÁCULOS QUE SE OPÕEM À MEDITAÇÃO

São Bernardo observa quatro obstáculos que se opõem à meditação, mas que podem ser superados. Primeiro, ter dor de cabeça; segundo, afogar-se nos afazeres; terceiro, o estado de desânimo em que frequentemente se encontra o pecador ou o escrupuloso; quarto, as ilusões que assediam e fatigam a imaginação (De Consider.). A estes podemos acrescentar outros quatro: 1° a acídia; 2° a tibieza…; 3° a cegueira…; 4° os vãos pretextos: não se tem tempo; não se sabe meditar; a meditação é própria das pessoas consagradas a Deus; o tempo nunca chega ao fim; dela não se tira nenhum proveito… Mas todos esses impedimentos podem, sem grande esforço, ser removidos ou superados.

Em seus escritos sobre a meditação, Santa Teresa nos diz abertamente que nem pelos desgostos e repugnâncias que se experimentem no princípio, nem pelas distrações que nos molestem, nem pelas faltas que nela se cometam, se deve abandonar a meditação. Ela de modo algum dissimula as aridezes e a falta de gosto que frequentemente surpreendem a alma durante o tempo da oração e da meditação. Nos primeiros anos, diz ela de si mesma, quando me propus consagrar uma hora à oração mental, aconteceu-me desejar tão ardentemente o seu fim que me importava mais ouvir quando o relógio soaria do que continuar o assunto de minha meditação; e não há penitência rigorosa que, algumas vezes, eu não tenha preferido à pena que sentia quando devia recolher-me para me dedicar à meditação. Era tão grande a tristeza que me prostrava ao entrar na capela, que naquele momento eu precisava de toda a coragem com que Deus me dotou. Mas, enfim, Nosso Senhor me assistia; porque, depois de ter feito a mim mesma semelhante violência, encontrava-me numa calma muito maior, numa alegria tal que não experimentava nem a mais doce nem a mais deleitável em muitas das vezes em que ia à oração impelida e atraída por sua suavidade. Se Deus suportou por tão longo tempo uma criatura tão imperfeita e culpada como eu; e se se vê claramente que a oração mental é o remédio com que ele curou todos os meus males, que outra criatura, por miserável que seja, poderá temer praticá-la? Eu, com efeito, creio que não se encontre pessoa que, depois de ter recebido tantas graças de Deus, tenha sido tão ingrata quanto eu.

Aquele que medita, continua a mesma santa, imagine que deve preparar, num terreno estéril e cheio de abrolhos e espinhos, um jardim agradável a Deus, o qual somente pode arrancar as ervas daninhas e substituí-las pelas boas. Ora, pode-se considerar a obra como realizada quando, depois de ter decidido firmemente praticar a oração, alguém se exercita nela e, como um jardineiro zeloso, rega os novos brotos para que não morram, fazendo com que produzam flores cujo suave perfume convida o nosso divino Mestre a vir frequentemente pelos caminhos do jardim, deleitando-se em observar as flores, que não são outra coisa senão as virtudes. Resta agora ver de que modo se pode regar tal jardim, como se deve trabalhar nele, se esse trabalho não excederá o proveito que dele se espera e, finalmente, quanto tempo deverá durar. De quatro maneiras diferentes se pode regar um jardim: ou tirando água de um poço, o que exige muito esforço de nossa parte; ou conduzindo para ele, por meio de canais, a água tirada com guinchos; ou conduzindo-a de um rio ou de um regato, o que é menos trabalhoso e irriga muito melhor todo o jardim; ou, finalmente, com uma chuva abundante; e, nesse caso, é o próprio dono que o rega, sem nenhum esforço de nossa parte, e esse sistema é incomparavelmente mais proveitoso do que todos os outros.

6. COMO SE DEVE MEDITAR; VÁRIAS ESPÉCIES E GRAUS DE MEDITAÇÃO

Para meditar bem, é necessário que cooperem as três faculdades da alma: 1° a memória, que se recorde em seus pormenores do assunto que se medita; 2° o intelecto, que o examine profundamente e o aprofunde; 3° a vontade, determinada a praticar os deveres e as obrigações que dele resultam.

Há, depois, três espécies principais de ORAÇÃO MENTAL: 1° A purgativa, pela qual se passam em revista as próprias culpas, deploram-se, choram-se e se decide corrigir-se delas. 2° A iluminativa, com a qual o homem se aplica a compreender o que é a virtude, sua beleza, sua excelência, sua necessidade… 3° A unitiva, em virtude da qual a alma se une intimamente a Deus no amor e na felicidade… As duas primeiras são necessárias, e é preciso passar por elas antes de chegar à terceira, que depende unicamente da vontade de Deus e não é necessária.

O padre Alvarez atribui quinze graus à oração mental: 1° intuição da verdade; 2° recolhimento das forças no interior da alma; 3° silêncio espiritual; 4° quietude; 5° união com Deus; 6° audição da linguagem de Deus; 7° sono espiritual; 8° êxtase; 9° arrebatamento; 10° aparição corporal de Jesus Cristo e dos santos; 11° aparição em espírito de Jesus Cristo e dos santos; 12° visão intelectual de Deus; 13° visão de Deus acompanhada de certa obscuridade; 14° manifestação de Deus num grau maravilhoso; 15° visão clara e intuitiva de Deus, a qual, segundo Santo Agostinho e outros doutores, foi concedida a São Paulo quando foi arrebatado ao terceiro céu.

Fonte: I tesori di Padre Cornelio a Lapide S.J., tratti dai suoi Commentari sulla S. Scrittura; dall'ab. Barbier, per uso dei predicatori e delle famiglie cristiane. Prima versione italiana dal francese, del sacerdote Francesco M. Faber. Parma, Pietro Fiaccadori, 1869 (3 volumes), em domínio público. Tradução para o português brasileiro do Lírio Católico, feita a partir do italiano; o original de cada seção abre pelo botão Italiano ou fica ao lado do texto pelo botão Ver original em italiano.