“Resplandece como o astro da manhã entre as nuvens e como a lua nos dias em que está cheia. É como o sol resplandecente, como o arco-íris brilhante entre as nuvens da glória, como a flor da rosa nos dias da primavera, como os lírios junto a um curso de água, como um ramo de incenso nos dias de verão, como fogo resplandecente e incenso ardente sobre um braseiro, como um vaso de ouro maciço, ornado de toda espécie de pedras preciosas, como uma oliveira verdejante e cheia de frutos e como um cipreste que se eleva até o alto” (Eclo 50,6-11).
Eis as doze pedras preciosas colocadas sobre a coroa que Aarão trazia na cabeça (cf. Ex 26,17-21.36-38; Sb 18,26).
Eis as doze estrelas que estão na coroa da Virgem gloriosa (cf. Ap 12,1). Em seu louvor, queremos comentar estas expressões do Eclesiástico, distribuindo-as em quatro sermões e aplicando-as às suas quatro festas: a Natividade, a Anunciação, a Purificação e a Assunção, na medida em que a própria Senhora no-lo conceder.
Sermão da Natividade de Maria: “Como o astro da manhã entre as nuvens e como a lua nos dias em que está cheia”.
A Anunciação: “Como o sol resplandecente e como o arco-íris brilhante entre as nuvens da glória”.
A Natividade do Senhor: “Como a flor da rosa nos dias da primavera e como os lírios junto a um curso de água”.
A Purificação: “Como um ramo de incenso nos dias de verão e como fogo resplandecente e incenso ardente sobre um braseiro”.
A Assunção: “Como um vaso de ouro maciço, ornado de toda espécie de pedras preciosas, como uma oliveira verdejante e cheia de frutos e como um cipreste que se eleva até o alto”.