Livro II · Alfaias · n.º 83 · col. 1580

O Portapaz Portátil The Portable Pax Brede

Livro II — As alfaias e os paramentos · texto corrido · 1 parágrafos · 5 notas da tradutora · português, com o inglês a um clique

A paz (portapaz) portátil mais preciosa será feita de ouro ou prata; a menos preciosa, de bronze. Será cinzelada com algum ornamento piedoso e apresentará uma imagem piedosa [Pietà], de maneira decorosa. Deve ter oito onças de largura e cerca de doze onças de comprimento, e possuir, na parte posterior, uma alça do mesmo metal.

Notas da tradutora

Notas e comentários de Evelyn Voelker, tradutora inglesa; as referências bibliográficas ficaram como na fonte.

O beijo sempre foi considerado um sinal de respeito, e não somente de amor1. O beijo da paz, tal como descrito por Moroni2, originalmente deveria ser trocado por pessoas do mesmo sexo e estava associado ao recebimento da Comunhão. Na primeira Idade Média, ele aparentemente levou a abusos, como o fato de os homens beijarem furtivamente as mulheres. Os franciscanos parecem ter sido os primeiros a introduzir o instrumentum pacis ou osculatorium, conhecido em inglês como paz (portapaz). Em consonância com isso está a separação dos sexos na igreja, não apenas para a Comunhão, mas em geral, conforme prescrito por Borromeu3. Em Roma, a paz (portapaz) foi adotada no século XV, mas se difundiu na Itália sobretudo no século XVI4.. Conforme descrita por Moroni, ela traz uma Pietà e é de prata, ouro ou outro metal, mas também podia ser pintada.

  1. Enc. Cath. Vol VIII, Kiss.

  2. Moroni, vol. L, Pace della Messa and XI, p. 226

  3. Gaisruck 789 790 (Ratti 1781-2) Il Curato…osservi diligentemente il decreto del primo nostro Concilio provinciale, di communicare gli huomini separatamente dalle donne. [Either by giving each separate days, or setting up 2 altars] li quali siano uno per banda, di modo che non siano necessitate a incontrarsi le donne con gli humini nell'andare e ritornare dalla Communione.

  4. Supp. Eccl.p. 315

Fonte: Instructiones fabricae et supellectilis ecclesiasticae (Milão, 1577), de São Carlos Borromeu, na tradução inglesa Instructions on Church Building, de Evelyn Voelker, publicada em credobiblestudy.com. Tradução para o português brasileiro do Lírio Católico, feita a partir do inglês — não do latim —, por isso o texto inglês está sempre a um clique: o botão Inglês abre o de cada seção, e o botão Ver original em inglês o coloca ao lado do português. As notas numeradas e as fontes citadas são da tradutora inglesa; as referências bibliográficas ficaram como na fonte.