A credência — isto é, aquela mesa sobre a qual são colocados grandes vasos de ouro ou prata, importantes como decoração e necessários para o serviço divino, e certos paramentos, como as mitras e outras coisas desse tipo — deve ser feita de tábuas de choupo ou abeto bem alisadas. Deve ter cinco côvados de comprimento ou um pouco mais, proporcionalmente ao tamanho da igreja e do coro, dois côvados e doze onças de largura, e o mesmo número de côvados e onças de altura. Na parte posterior, deve ter dois ou mais gradins para os vasos. Embaixo, deve ser sustentada por dois ou três cavaletes de carvalho ou nogueira, para lhe dar apoio mais firme.
A toalha da credência deve ser elegantemente confeccionada de linho precioso ou de byssus [linho fino] e deve ser suficientemente grande para que, na frente e nas laterais, toque o chão. Na parte posterior, se possível, deve cobrir adequadamente os gradins da credência. Se isso não for possível, os gradins serão cobertos por outra toalha do mesmo tipo.
Os vasos dispostos nos gradins para a ornamentação da credência devem ter a forma de uma ampola, como se explicará mais abaixo, no lugar próprio dos vasos destinados à preparação dos santos óleos. Devem ter um côvado ou ser um pouco mais altos. Os que são colocados no meio devem ser um pouco mais altos. Além disso, devem ser feitos de ouro ou prata, com cinzeladura que não seja profana, mas piedosa e religiosa.
As bacias ou lavabos de água, chamados fontes, devem também ser do mesmo metal, com a mesma cinzeladura, mas seu diâmetro deve ser de um côvado e meio. Os jarros [gomis] devem ter a mesma cinzeladura, ser do mesmo metal e ter o mesmo tamanho, e condizer com a decoração das bacias de água.