Livro II · Alfaias · n.º 45 · col. 1568

O Turíbulo, a Naveta e a Colher The Thurible, Incense-boat, and Spoon

Livro II — As alfaias e os paramentos · texto corrido · 3 parágrafos · 4 notas da tradutora · português, com o inglês a um clique

O turíbulo, a naveta e a colher devem ser de latão, artisticamente cinzelados e decorados conforme julgar conveniente um artesão perito.

Os mais preciosos, porém, devem ser de prata ou de ouro, quando os recursos o permitirem.

Onde se segue o rito romano, este turíbulo deve ter quatro correntes e uma tampa do mesmo metal. Segundo o costume ambrosiano, porém, usa-se um turíbulo com três correntes e sem tampa. As correntes terão cerca de dois côvados e doze onças de comprimento.

Notas da tradutora

Notas e comentários de Evelyn Voelker, tradutora inglesa; as referências bibliográficas ficaram como na fonte.

O incenso sempre desempenhou um papel importante nos ritos religiosos de todos os tempos, e o uso do incenso na religião cristã pode ser documentado desde o século II. A menção mais antiga a um turíbulo ou incensário refere-se ao presente feito por Constantino à Basílica de São Pedro(1)

Mais uma vez, Durando(2) interpretou simbolicamente o turíbulo: o corpo aludia ao corpo de Cristo, as correntes às 4 virtudes cardeais, o fogo ao Espírito Santo, e a fumaça às orações que sobem ao trono de Deus.

  1. Supp. Eccl. P. 262-63

  2. Durandus in Rationale divinorum officiorum I, IV, c.x, n 4

Fonte: Instructiones fabricae et supellectilis ecclesiasticae (Milão, 1577), de São Carlos Borromeu, na tradução inglesa Instructions on Church Building, de Evelyn Voelker, publicada em credobiblestudy.com. Tradução para o português brasileiro do Lírio Católico, feita a partir do inglês — não do latim —, por isso o texto inglês está sempre a um clique: o botão Inglês abre o de cada seção, e o botão Ver original em inglês o coloca ao lado do português. As notas numeradas e as fontes citadas são da tradutora inglesa; as referências bibliográficas ficaram como na fonte.