Se, por razões econômicas, os castiçais do altar-mor — que, segundo se diz, outrora também eram feitos de ouro — não puderem ser feitos de ouro, deverão ser feitos de prata, ao menos para uso nos Ofícios solenes. Seu material e sua execução devem corresponder aos da cruz do altar.
Os outros, porém, destinados ao uso cotidiano, podem ser feitos de latão, metal adequado para uso em toda igreja. Se, por falta de recursos, não puderem ser feitos de latão ou de um metal mais precioso, poderão ocasionalmente ser usados, nos demais altares menores, castiçais de madeira torneada.
A base do castiçal, chamada “pé”, deve ser redonda ou, melhor ainda, triangular, e deve corresponder tanto quanto possível à base da cruz. Ela [a base] deve estender-se de tal modo para todos os lados e ser tão estável que o castiçal não possa de modo algum tombar por causa do peso ou da altura de uma vela excepcionalmente grande que nele seja colocada.
O fuste, convenientemente, piedosamente e adequadamente cinzelado, deve afilar-se gradualmente até a altura exigida pelo tamanho do altar e da igreja. Além disso, no alto, terminará numa área circular, onde será fixado um espigão pontiagudo de extremidade suavemente arredondada, sobre o qual será colocado um prato, também de prata ou de latão, no qual se porá a vela.
Como pode acontecer que, com o uso, os castiçais de ouro ou de prata oscilem ou se inclinem, e que os elementos de que se compõem os fustes possam até mesmo separar-se, será útil fazer passar uma haste de ferro por todo o fuste do castiçal, de modo que ela saia pela parte superior e sobre a qual possam ser encaixados o referido prato ou a vela.
Na parte inferior, ele [o castiçal] será circundado por um aro móvel [colar] de chapa de ferro, que unirá todos os elementos e os manterá unidos e retos.
O castiçal pascal, de prata lavrada ou de latão, ou, ao menos, se a igreja dispuser de recursos limitados, de madeira maciça torneada, completamente dourada e piedosamente decorada, deve ter cerca de cinco côvados de altura. Além disso, deve possuir uma base muito estável, que o impeça de cair, para que, onde houver esse costume (como outrora se fazia), possa ser colocado, em determinados dias, no meio da igreja, diante do altar-mor. Se for usado um castiçal suspenso, não haverá necessidade de base.
O cantharus [candelabro de dois braços] (que é o tipo usado na igreja ambrosiana) pode ser de ouro, de prata, de bronze fundido ou de latão, segundo os recursos da igreja em que for usado. Será mais curto que os outros castiçais e também mais leve. Além disso, deve ter um fuste mais delgado, para que possa ser segurado mais facilmente. Deve ter uma base triangular e uma decoração adequada.
Os castiçais processionais devem ser do mesmo metal e da mesma forma que os do altar-mor, mas podem ser muito mais baixos e delgados.