Poeta, nascido em Madrid, Espanha, em 28 de março de 1731; faleceu na mesma cidade em 4 de novembro de 1795. Foi, por um tempo, escrivão no Ministério das Finanças e membro da Real Academia de Sevilha e dos Arcadianos de Roma. Muito pouco se sabe sobre sua vida. Ele escreveu mais de trezentas peças para o palco, muitas das quais foram improvisadas. Costumava ir ao Prado à noite e, ali, sentado em um dos bancos de pedra, desenvolvia algum tema sugerido pela cena diante dele. Ele escrevia isso no dia seguinte. O teatro aguardava ansiosamente a improvisação, que era produzida em dois ou três dias. Assim, escreveu "La Casa de Tócame Roque", que conquistou imediato apreço e continuou a ser uma favorita quase até os dias atuais. Cruz, a princípio, escreveu nos vários estilos conhecidos de composição dramática, incluindo tragédias, zarzuelas e comédias, mas é como inventor de uma nova forma de escrita dramática que é mais lembrado. Esta é o sainete, um esboço cômico e curto da vida e costumes da cidade, especialmente das classes média e baixa. Como escritor desses sainetes, ele nunca foi igualado. Eles abundam em humor exuberante, piadas e trocadilhos, e descrevem com fidelidade os costumes e modos da época. Seus retratos das classes média e baixa foram produzidos com tal exatidão, vivacidade, graça e coloração, que por essas qualidades, em vez de qualquer mérito literário que pudessem possuir, suas peças conquistaram a preferência pública, e muitas delas continuaram a ser apresentadas com apenas ligeiras mudanças, quase até nossos tempos. Seus melhores sainetes são "La Cosa de Tócame Roque", já mencionado, "El Prado por la Noche", "Las Tertulias de Madrid, ó el Por qué de las Tertulias", e "La Comedia de Maravillas". Existem várias edições das obras de Cruz, entre as quais se pode mencionar "Ramón de la Cruz, Sainetes" (1 vol., Madrid, 1877), "La Biblioteca Universal" (XXXV), e "Teatro selecto de don Ramón de la Cruz" (1 vol., Madrid, 1882).
Poet, b. at Madrid, Spain, 28 March, 1731; d. in the same city, 4 November, 1795. He was for a time a clerk in the Ministry of Finance, and was a member of the Royal Academy of Seville and of the Arcadians of Rome. Very little is known of his life. He wrote more than three hundred pieces for the stage, many of which were improvised. It was his custom to go to the Prado in the evening and there, seated on one of the stone benches, work out some theme suggested by the scene before him. This he wrote the next day. The theatre anxiously awaited the improvisation, and it was produced within two or three days. In this way he wrote "La Casa de Tócame Roque", which won immediate favour, and has continued to be a favourite almost to the present day. Cruz at first wrote in the several known styles of dramatic composition, including tragedies, zarzuelas, and comedies, but it is as the inventor of a new form of dramatic writing that he is best remembered. This is the sainete, a short farcical sketch of city life and manners, especially of the middle and lower classes. As a writer of these he has never been equalled. They abound in exuberant humour, jokes, and puns, and describe faithfully the customs and manners of the time. His pictures of the middle and lower classes were produced with such exactness, vivacity, grace, and colouring, that for these qualities rather than for any literary merit they might possess his plays won public favour, and many of them continued to be presented with but slight changes, almost down to our own times. His best sainetes are "La Cosa de Tócame Roque", just mentioned, "El Prado por la Noche", "Las Tertulias de Madrid, ó el Por qué de las Tertulias", and "La Comedia de Maravillas". There are several editions of the works of Cruz, among which may be mentioned "Ramón de la Cruz, Sainetes" (1 vol., Madrid, 1877), "La Biblioteca Universal" (XXXV), and "Teatro selecto de don Ramón de la Cruz" (1 vol., Madrid, 1882).