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Pierre du Bois, Baron d'Avaugour(Pierre du Bois, Baron d'Avaugour)

O Barão d'Avaugour (m. 1664) foi o sexto Governador Geral do Canadá. Nascido de uma antiga família da Bretanha, serviu no exército francês por quarenta anos; viajou pela Pérsia, Rússia, Polônia e Suécia, e participou de todas as campanhas na Alemanha. Essa familiaridade com a vida militar tornou seu caráter naturalmente excêntrico áspero e antissocial também. Em 1661 foi escolhido para suceder d'Argenson como Governador da Nova França e chegou a Quebec em 31 de agosto daquele ano. Completamente avesso à pompa e cerimônia, recusou as honras que o povo do Canadá desejava lhe conceder e partiu imediatamente para Montreal, a fim de familiarizar-se com a situação do país. O resultado foi incorporado em um relatório que enviou a Colbert e ao grande Condé, no qual aconselhava a fortificação de Quebec e suas abordagens por obras externas na Ilha de Orléans e em Lévis. Também recomendou que a colônia fosse libertada de seus funcionários inúteis, substituídos por soldados que pudessem conter os iroqueses e impedir que os holandeses lhes fornecessem armas. Formou um conselho, à frente do qual colocou o Superior dos Jesuítas. A venda de bebida aos indígenas foi proibida sob pena de morte, penalidade que o governador incidiu sobre vários que desobedeceram suas ordens. Envolveu-se em uma disputa com o bispo e os jesuítas, porque estes imploraram a libertação de uma pobre viúva que ele havia mandado prender por vender aguardente. Dissolveu seu conselho, a fim de cercar-se de conselheiros mais subservientes, e removeu a proibição imposta à venda de licor. Distúrbios graves se seguiram, os padres pregaram contra o abuso de autoridade, e um terremoto que abalou todo o vale do São Lourenço foi considerado pelo povo como castigo divino. O Bispo Laval julgou necessário retornar à França para pedir a substituição do governador. D'Avaugour foi dispensado de seu comando, e um comissário real foi encarregado de investigar sua conduta. O governador deixou Quebec em 23 de julho de 1663. Ao chegar na França, apresentou duas declarações ao rei sobre as medidas a serem tomadas para a colonização e defesa do Canadá; aconselhou a concentração das tropas em Quebec e a construção de um forte na cabeceira do rio Richelieu, também que os holandeses fossem expulsos de Fort Orange (Albany), e que os franceses tomassem posse do rio Hudson, a fim de ganhar saída para o mar. Posteriormente, uma de suas sugestões foi atendida, quando soldados veteranos foram enviados ao Canadá com permissão para se estabelecer como colonos. D'Avaugour pediu para retornar ao serviço ativo e foi enviado para a Áustria, onde Luís XIV estava auxiliando a revolta dos croatas. Morreu uma morte de soldado enquanto defendia bravamente a fortaleza de Zrin contra os turcos.

The Baron d'Avaugour (d. 1664) was sixth Governor General of Canada. Born of an ancient family in Brittany, he served in the French army forty years; travelled in Persia, Russia, Poland, and Sweden, and took part in all the campaigns in Germany. This familiarity with camp life made his naturally eccentric character rough and unsociable as well. In 1661 he was chosen to succeed d'Argenson as Governor of New France and arrived in Quebec on 31 August of that year. Utterly averse to pomp and ceremony, he refused the honours which the people of Canada wished to show him, and set out at once for Montreal, in order to familiarize himself with the state of the country. The result was embodied in a report which he sent to Colbert and the great Condé, wherein he advised the fortification of Quebec and the approaches to it by outworks at Ile d'Orléans and at Lévis. He also recommended that the colony should be freed of its useless officials, to be replaced by soldiers who could hold the Iroquois in check, and prevent the Dutch from supplying them with arms. He formed a council, at the head of which he placed the Superior of the Jesuits. The sale of drink to the Indians was forbidden under pain of death, a penalty which the governor indicted on several who had disobeyed his orders. He became embroiled in a quarrel with the bishop and the Jesuits, because they had begged the release of a poor widow whom he had caused to be imprisoned for selling brandy. He dissolved his council, in order to surround himself with more subservient advisers, and removed the prohibition imposed on the sale of liquor. Serious disorders ensued, the priests preached against misuse of authority, and an earthquake which shook the whole valley of the St. Lawrence was looked upon by the people as Divine chastisement. Bishop Laval found it necessary to return to France to ask for the governor's recall. D'Avaugour was relieved of his command, and a royal commissioner was charged to make enquiries as to his conduct. The governor left Quebec, 23 July, 1663. On his arrival in France he submitted two statements to the king in regard to the measures to be taken for the colonization and defence of Canada; he advised the concentration of the troops at Quebec and the building of a fort at the head of the Richelieu river, also that the Dutch should be driven out of Fort Orange (Albany), and that the French should take possession of the Hudson River, in order to gain exit to the sea. At a later date one of his suggestions was acted on, when veteran soldiers were sent to Canada with permission to settle as colonists. D'Avaugour asked to be allowed to resume active service, and was sent to Austria, where Louis XIV was aiding the rising of the Croats. He died a soldier's death white bravely defending the fortress of Zrin against the Turks.