PENSAMENTO
(do lat. pensare, pensar, medir, e de um radical man, men, que nas línguas indogermânicas significa avaliar, daí mente, menção, homem, mensh, man, etc.).
O pensamento, estritamente considerado como o estuda a psicologia, é o ato de pensar, ato de captação de pensamentos.
A intuição intelectual, ao captar as semelhanças e as diferenças, capta pensamentos. Captar pensamentos é avaliar medidas, relações, notas, aspectos, modalidades, funções, etc., que são escolhidas, selecionadas entre muitas (inter, entre e lec, radical que indica colher; daí intelecto, a função de escolher, de captar pensamentos). O ato intelectual é um ato de escolha de pensamentos entre pensamentos, e esse ato é o ato de pensar. Na intelectualidade temos um pensamento intelectual, que é o que realiza o ato intelectual de pensar.
Na sensibilidade, no sensório-motriz também captamos pensamentos. Há um pensamento sensório-motriz que também avalia, compara, que se processa naturalmente sem a consciência atualizada na intelectualidade (o judicium sensus dos escolásticos). Mas nosso organismo também delibera e escolhe entre muitas ações inconscientes, ações de equilíbrio, por exemplo, do andar ou de certos automatismos que acompanham e obedecem a interesses orgânicos. O sensório-motriz também tem sua lógica que se caracteriza pelo que chamamos instinto.
E, segundo o nosso inconsciente, escolhemos, preferimos, sem que muitas vezes compreendamos o rigor que há nessas escolhas. Todo o conjunto de nossos reflexos obedece, quer na formação dos esquemas reflexos, como na coordenação em esquemas mais complexos, a uma lógica, que ainda é logos, em seu genuíno sentido de razão, também em seu sentido de coerência e de ordem, e não apenas no sentido intelectualista de racionalidade, do operatório, do comumente chamado lógico.