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Atomística

Atomística

a)

Como substantivo sinônimo de atomismo. Usado também na acepção de física dos átomos.


b)

Como adjetivo, sinônimo de atômico. É também empregado no masculino para designar os que professam a doutrina atômica.

Análise

A atomística moderna não é democrítea. Os átomos, para a ciência atual, são mundos de uma complexidade extrema. Para Demócrito a nova substância surgia da agregação dos átomos que permaneciam o que são e o que eram. Mas a constituição de uma molécula química não é a de mero agregado, e o corpo químico também não o é, pois no composto surge uma nova substância, uma totalidade, em que as partes estão modificadas. O próprio átomo é uma nova substância em relação aos seus componentes, os quais sofrem, naquele, mutações. Esta conquista da química moderna põe em crise o mecanicismo, que julgava poder explicar tudo em termos de agregação e desagregação, em que o relacionamento dos átomos seria suficiente para explicar o surgimento de uma nova substância, que seria apenas uma figura. Tal não é verdade em face dos atuais conhecimentos, pois há mutações dos componentes, quando tomam parte em uma totalidade. É o que se verifica em toda ordem ôntica e que pode obter um enunciado ontológico, o que mostra a possibilidade que dispomos de poder construir uma visão holística (de holos, totalidade), que é aplicável em todas as esferas do pensamento epistêmico permitindo, assim, que se possam estabelecer algumas das coordenadas de uma visão unificadora do universo.

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