O nome de Jesus quer dizer Salvador e Redentor. «Na língua hebraica, escreve Santo Epifânio, Jesus significa aquele que cura, isto é, médico e salvador (1)». O anjo Gabriel dá ele mesmo este sentido ao nome de Jesus, quando diz a José que não tema receber Maria por esposa: pois o que nela nasceu vem do Espírito Santo. «Ela dará à luz um filho e tu o chamarás Jesus, porque ele libertará o seu povo dos seus pecados» (Mt 1, 20-21).
«Não há salvação em nenhum outro, pregava São Pedro, senão em Jesus de Nazaré, e não foi dado aos homens, na terra, outro nome pelo qual possam ser salvos» (At 4, 12). «O meu nome é novo», diz o Senhor no Apocalipse (3,12). O nome aqui mencionado é o de Jesus; nome que ele recebeu na circuncisão.
«Esperarei, ó Senhor, a vossa salvação» (Gn 49,18), dizia Jacó, próximo da morte; mais explicitamente, o profeta Habacuc chamava esta salvação pelo próprio nome, exclamando: «Eu me alegrarei no Senhor e exultarei de alegria em Jesus, Deus da minha salvação» (Hab 3, 18). «Destilai, ó céus, o vosso orvalho; e vós, nuvens, fazei chover o justo; abra-se a terra e produza o Salvador» (Is 45, 8), suspirava Isaías.
«Deus exaltou Cristo, escreve o grande Apóstolo, e lhe deu um nome que está acima de todo outro nome: de modo que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e no inferno» (Fl 2, 9-10). O Pai eterno deu a Cristo, em primeiro lugar, o nome de Deus e de Filho de Deus; ora, o nome se toma pela coisa que significa; o nome de Deus é, portanto, o próprio Deus, é a divindade. 2° Deus Pai deu a Cristo o nome de Jesus, isto é, a celebridade e a glorificação deste nome, para que, na qualidade de Messias e Salvador, Jesus fosse conhecido, afamado e celebrado em todos os lugares e para sempre na terra, no céu e no inferno. 3° Por sua humildade e obediência até a morte, Cristo mereceu o nome de Jesus, que é o título de Salvador e de Redentor, e pela morte de cruz tornou-se, de fato, o Salvador e Redentor do mundo.
O nome de Jesus está acima de todo outro nome, e não há sob o céu outro nome dado aos homens pelo qual possam ser salvos; porque o nome de Jesus é o nome próprio do Verbo encarnado. Portanto, o nome de Jesus representa toda a economia da Encarnação do Verbo e da Redenção, nas quais, mais do que em todas as outras obras divinas, sobressaem unidas a sabedoria e a potência, a bondade e a majestade de Deus, com todos os seus demais atributos. Quem é, com efeito, Jesus Cristo, senão a suprema majestade, o sumo amor, por meio do qual nos vêm e nos são dadas a salvação, a glória e todos os bens do corpo e da alma, tanto nesta como na futura e bem-aventurada vida, por toda a eternidade? Daí se segue que o nome de Jesus é, de modo absoluto, maior, mais santo e mais venerável que o próprio nome de Jeová. E a razão fundamental está em que Jeová significa Deus na qualidade de Senhor e Criador, ao passo que Jesus indica Deus na qualidade de Salvador e Redentor. Ora, como o benefício e a obra da redenção estão muito acima, no que diz respeito à excelência intrínseca e à vantagem para a humanidade, da obra e do benefício da criação, assim o nome de Jesus ou Salvador supera em grandeza, santidade e venerabilidade o sagrado nome de Jeová, isto é, Criador. Por isso a Igreja canta em sua liturgia que o nascimento do homem de nada teria aproveitado sem a redenção (In benedict. Cerei pasch.). Além disso, o nome de Deus Redentor encerra o nome de Deus Criador, ao passo que este não contém aquele; pois é evidente que a redenção pressupõe a criação, e a criação não traz consigo necessariamente a redenção.
O nome de Jeová diz: Aquele que é, e é precisamente o nome com que Deus chamou a si mesmo quando quis manifestar-se a Moisés: «Eu sou aquele que sou» (Ex 3, 14). O nome de Jesus diz: Aquele que cria e salva os que estão perdidos, que os justifica, vivifica, beatifica e diviniza. Jeová é o princípio e a fonte do ser; Jesus é o princípio e a fonte da graça, da salvação e da glória. Jeová é o vencedor, o subjugador do faraó e do Egito; Jesus é o triunfador sobre o demônio e o inferno. Jeová é o legislador dos judeus, o autor da antiga Aliança; Jesus é o legislador de todos os cristãos, o autor do Novo Testamento. Jeová conduz os hebreus à terra de Canaã através do mar Vermelho; Jesus nos conduz ao céu através das ondas de seu sangue, no qual somos batizados e lavados.
Eis por que os fiéis piedosos inclinam a cabeça ou genufletem ao pronunciar o nome de Jesus, o que não fazem ao proferir o nome de Jeová. Quem ultraja ou blasfema o nome de Jesus peca mais gravemente do que aquele que insulta e vilipendia o nome de Deus.
Com efeito, o nome de Jesus é o nome próprio do Verbo encarnado e contém e supera todos os outros nomes de Cristo; de modo que é um nome superior a todos os demais nomes. ― É preciso, pois, que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e no inferno. ― Todo joelho deve dobrar-se ao nome de Jesus, isto é, todos os seres dotados de inteligência devem adorar este santo nome… O céu reverencia e adora o nome de Jesus, porque, em virtude deste nome, os anjos foram confirmados na graça e na glória. A terra o reverencia e adora, porque a este nome deve sua redenção e sua salvação. O inferno estremece ao ouvi-lo pronunciar e o respeita, porque aquele que o traz é o vingador das leis divinas, o juiz e o senhor dos demônios e dos réprobos.
«Toda língua confesse, continua São Paulo, que o Senhor Jesus Cristo está na glória de Deus Pai» (Loc. cit. 12). Estas palavras significam que, como Deus, Jesus tem a essência, a glória, a majestade e a potência do Pai e que, como homem, foi colocado à direita de Deus Pai e elevado acima de todos os homens e de todos os anjos; que participa tão de perto e em tão elevada medida da glória do Pai, que se pode dizer, com toda a razão, que ele está na mesma glória, e infinitamente mais que todos os anjos e todos os santos que, cada um a seu modo, também se encontram na glória de Deus Pai.
Não esqueçamos jamais a exortação de São Paulo aos Tessalonicenses: «Que o nome de Jesus Cristo seja tornado claro e glorioso em vós, e vós nele, pela graça de nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo» (2Ts 1, 12).
O nome bendito, exclama São Bernardo, óleo precioso derramado por todos os lugares! Já há muito tempo este nome é venerado no céu, na Judeia e, de lá, em toda a terra! A Igreja eleva a voz de uma extremidade à outra do mundo e diz: O vosso nome, ó Jesus, é óleo doce e suave, derramado por toda parte e largamente difundido; ele não se espalha somente pelo céu e pela terra, mas penetra até nos infernos; de tal modo que ao nome de Jesus se dobra todo joelho no céu, na terra e no inferno. Ah, sim! Toda língua confesse e diga que o vosso nome é óleo delicioso, largamente derramado em todos os lugares (Serm. XV in Cant.).
O óleo, continua o mesmo Padre, brilha, nutre, conforta. É combustível para o fogo, alimento para o corpo, lenitivo para a dor; serve de luz, de alimento, de remédio. Vede agora como efeitos semelhantes produz o nome de Jesus. Anunciado, ilumina; meditado, nutre; invocado, alivia e cura. Estudemos uma por uma estas maravilhas: de onde credes que poderia ter saído, para se espalhar pelo universo, tão súbita e tão esplêndida a luz da fé, senão de Jesus revelado, anunciado, pregado? Não foi acaso por meio do esplendor deste nome que Deus nos chamou à sua admirável luz? Iluminando-nos, fez resplandecer diante de nossos olhos a sua luz, na luz que o nome de Jesus difundia. Com razão diz São Paulo: Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. O nome de Jesus não é somente luz, mas também alimento. E, de fato, não vos sentis revigorar quando trazeis à mente este precioso nome? Que pensamento me sustenta mais do que este? Que lembrança reanima mais os sentidos, abatidos pelo exercício e pelo trabalho? O que há que fortaleça mais as virtudes, conserve os afetos castos, consolide os bons e honestos costumes? Árido e insípido é todo alimento da alma que não seja umedecido por este dulcíssimo óleo; é insosso, se não for temperado com este sal celeste. Não aprecio os escritos se neles não encontro o nome de Jesus; enfadam-me os raciocínios e os discursos quando não ouço o nome de Jesus. Jesus é mel para a minha boca, melodia para o meu ouvido, júbilo para o meu coração. Finalmente, o nome de Jesus é remédio. Há entre vós alguém triste, aflito, atormentado? Lance-se ele ao peito de Jesus, penetre em seu Sagrado Coração, pronuncie com a língua o seu santo nome; e logo, ao aparecer este nome esplêndido e poderoso, toda névoa se dissipará, e o céu da alma tornará a ficar sereno. Cai alguém em pecado e corre o risco de cair no desespero? O sopro da vida o reanimará assim que tiver invocado este nome vivificante. Poderão acaso a dureza do coração, o torpor nascido da indolência e filho da covardia, a corrupção da alma, o langor da acídia resistir ao poder deste nome salutar? Nenhum remédio acalma mais prontamente a violência da ira e dissipa o inchaço do orgulho do que este nome divino. Cura a chaga da inveja, detém a luxúria, extingue o fogo da paixão infame, apaga a sede da avareza, doma o fremir de todos os maus instintos que poderiam tirar a honra. Com efeito, quando pronuncio Jesus, meu pensamento corre e se detém sobre um ser doce e humilde de coração, bom, sóbrio, casto, misericordioso, enfim, notável por sua pureza e santidade: pronuncio o próprio Deus onipotente, que, com seu auxílio e exemplo, medica, cura e fortalece. Todas essas maravilhas ressoam em meu ouvido quando ouço o nome de Jesus. Esteja ele sempre em vosso coração, ressoe continuamente em vossos lábios; porque, pela virtude deste precioso nome, todos os vossos sentimentos e todas as vossas ações se dirigem para Jesus Cristo, que lhes serve de princípio e de termo. Não é ele mesmo quem vos convida a fazer assim, quando vos diz no Cântico dos Cânticos (VIII, 6): «Põe-me como um selo sobre o teu coração, como uma marca sobre o teu braço» (Serm. XV in Cant.)?
Repitamos também nós com São Pedro: Não há salvação em nenhum outro senão em Jesus de Nazaré; pois não há sob o céu outro nome pelo qual devamos ser salvos (At 4, 12); mas, por este nome augusto, todos podem alcançar a salvação… Há no mundo apenas dois nomes portadores de paz, de ordem, de harmonia, de virtude e de felicidade: são os doces e poderosos nomes de Jesus e de Maria.
O santíssimo nome de Jesus: 1º acalma as tempestades e os furacões de qualquer paixão; 2º derrama a graça e a misericórdia; 3º nutre a alma e a inflama de amor celeste; 4º traz consolações inefáveis e divinas; 5º proporciona boa fama; 6º bane a tristeza e alegra o coração; 7º dá vigor aos mártires e a todos os fiéis que combatem pela fé; faz com que triunfem generosamente de todos os obstáculos, de todos os sofrimentos, de todas as provações, de todas as perseguições e da própria morte; este nome sagrado coroa os vencedores; 8º cura todas as chagas, trata todas as enfermidades da alma e do corpo; 9º acorrenta o demônio, o mundo e a concupiscência da carne.
Todos os Padres da Igreja nos dizem que o demônio nada teme tanto quanto a invocação do Nome de Jesus. «Os demônios, diz São Justino, apavoram-se com este nome que os faz tremer; e ainda agora nos obedecem, se em nome de Jesus Cristo crucificado os conjurarmos… Em qualquer lugar que ressoe o nome do Senhor, ali todas as coisas concorrem para o bem (2)». Orígenes adverte que há no nome de Jesus uma força tão grande para vencer os demônios que, ao pronunciá-lo, se obtém quanto se deseja, como ensinava o divino Mestre quando dizia: Muitos me dirão no dia do juízo: Em teu nome expulsamos os demônios (3). «Basta a simples invocação do nome de Jesus, acrescenta Teodoreto, para fazer com que o nosso adversário nos respeite e tema grandemente (4)». Conta um autor de grande autoridade que é severamente proibido aos feiticeiros e a quantos se consagram deliberadamente ao demônio invocar ou recordar de qualquer modo, em suas reuniões noturnas, o nome de Jesus, ainda que tivessem renegado o divino Salvador. Sabemos que o diabo e toda a sua corte desaparecem imediatamente quando alguém da seita pronuncia, mesmo sem intenção, o nome de Jesus (TYREUS, de Daemon. c. 42, n. 22).
São João Crisóstomo dizia: «o nome de Jesus e o poder da cruz ocupam, para nós cristãos, o lugar de encantamentos espirituais. Este encantamento não somente expulsa o dragão de sua caverna e o precipita no fogo, mas também remedia as feridas por ele causadas à nossa alma. O nome de Jesus soa terrível aos demônios, os quais, apenas o ouvem mencionar, desaparecem; e é salutar para nos curar de nossas enfermidades e agitações. Torne-se ele, pois, o nosso ornamento e seja para nós um muro de defesa (5)».
Santo Inácio de Loyola não quis que sua congregação recebesse o nome dele, mas o de Jesus, para que este nome lhe servisse de incentivo a agir sempre com energia e a enfrentar os suplícios e a morte.
Ao nome de Jesus convém de modo especial este dito dos Provérbios: «Torre fortíssima é o nome do Senhor; a ela recorrerá o justo e será exaltado» ― (Pr. 18, 10). «Jesus se fez nossa fortaleza diante do inimigo, diz aqui oportunamente Santo Agostinho; cuidai para que o demônio não vos fira e, por isso, refugiai-vos na torre. Ali os dardos de Satanás jamais poderão atingir-vos, e permanecereis em toda segurança e paz (6)».
Com a invocação do nome de Jesus, obtêm-se toda a sua proteção e todo auxílio desejável. «Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo», diz Joel (Jl 2, 32). Por isso diz o Salmista: «Louvarei e invocarei o Senhor, e serei libertado de todos os meus inimigos» (Sl 17, 4), e o profeta Habacuc exclamava: «Eu me alegrarei no Senhor e exultarei de alegria em Jesus, Deus, minha salvação» (3, 18). Esses profetas nos ensinam quão amável e precioso é o nome de Jesus, para que nos alegremos e o tomemos por protetor e guia.
O nome de Jesus significa, 1º, que todos os bens nos vêm dele, pois a salvação que nos trouxe o Redentor compreende todos os dons de Deus e todos os bens. Assim como as águas que se dividem em muitos regatos jorram de uma só fonte; assim como todos os raios vêm do sol e todos os braços de mar pertencem ao oceano, assim também toda virtude, graça e santidade, em seu princípio, no meio e no fim, vêm de Jesus Cristo. É Jesus quem apaga com seu sangue as manchas de nossos pecados; é ele quem tempera os ardores da concupiscência, rompe os grilhões dos maus hábitos, doma o furor das paixões, subtrai-nos ao jugo do demônio; é ele quem restitui a liberdade ao espírito, adorna a alma com a graça e faz dela a esposa, a filha, o templo de Deus; é ele quem aquieta e serena a consciência, dá vida aos nossos sentidos e ao nosso espírito, ilumina o nosso intelecto mediante o conhecimento das coisas divinas, estimula a nossa vontade a buscá-las, fortalece a nossa fraqueza, dá-nos a vitória nas tentações e nos alcança o triunfo no combate. Se gemeis na desolação, invocai Jesus e não tardareis a experimentar o poderoso socorro deste consolador. Se os temores, as ansiedades e os escrúpulos vos angustiam, invocai Jesus; ele vos abrirá e alargará o coração, libertá-lo-á e o tornará contente e alegre. Se a febre dos sofrimentos corporais e das paixões vos abrasa e consome, invocai Jesus; o fel de sua paixão e o mel de sua mansidão misericordiosa a acalmarão e a cortarão pela raiz. Se a pobreza, as doenças, as tribulações e os inimigos da salvação se lançarem e desabarem sobre vós para vos derrubar, invocai Jesus com confiança e perseverança, e superareis todas as provações, triunfareis de tudo e sereis coroados pelas próprias mãos de Jesus… Eis por que as pessoas piedosas trazem incessantemente no coração e têm continuamente nos lábios os doces nomes de Jesus e de Maria, recorrendo a eles em todas as ocasiões. Elas sabem por experiência a verdade daquele dito de São Bernardo: que, de todos os que, em todos os tempos, invocaram os nomes de Jesus e de Maria, nem sequer um se perdeu (Serm. XV in Cant.).
2º O nome de Jesus não indica somente o Salvador e a salvação que nos veio dele, mas também a excelente e admirável maneira pela qual ele nos salvou. Com efeito, não nos salvou por uma palavra, como por uma palavra criou o mundo, mas tomou sobre si as nossas enfermidades para nos curar delas; tomou sobre si os nossos pecados e os expiou com duríssimas penas no corpo e na alma, para destruí-los em nós. Aceitou a morte à qual estávamos condenados, para matar a nossa morte e restituir-nos à vida da graça e da glória. Portanto, quando pronunciamos o nome de Jesus, exprimimos que o Verbo se fez carne, que Deus se encarnou por nós, que nasceu num estábulo e foi deposto numa manjedoura, e foi circuncidado; que trabalhou, suou e chorou; que sofreu fome, sede, calor e frio; que por nós foi preso, amarrado, cuspido, flagelado, ultrajado, coroado de espinhos, embebedado com fel, crucificado. Tudo isso recorda o nome de Jesus Cristo, e por isso ele soa infinitamente venerável e adorável aos homens e aos anjos, e infinitamente terrível aos demônios, que, ao ouvi-lo, fremem, tremem e fogem.
São Bernardo diz: «Tem sempre Jesus no coração, e a imagem do Crucificado jamais se afaste de tua mente. Seja Jesus teu alimento e tua bebida, tua doçura e tua consolação, teu mel e teu desejo, tua leitura e tua meditação, tua oração e tua contemplação, tua vida, morte e ressurreição. Jesus é mel para a boca, melodia para o ouvido, alegria para o coração (7)».
Seja Jesus o nosso amor e o centro de nossos afetos; seja o sopro de nossa respiração, o objeto de nossos discursos; seja a nossa alma e a nossa vida, de modo que, assim como somos, vivemos e agimos nele e por ele, assim também não sirvamos senão a ele, não nos esforcemos por agradar senão a ele, não falemos senão dele; esteja incessantemente diante de nossos olhos; caminhemos sempre em sua presença, trabalhemos e soframos por ele; estejamos prontos a fazer por ele todo sacrifício, ainda que difícil e penoso; morramos finalmente por ele, nele e dele, para que reinemos eternamente com ele na morada da felicidade e da glória.