Tesouro n.º 81 · Volume II

JOÃO BATISTA (S.) GIOVANNI BATTISTA (S.)

5 seções · 28 parágrafos · pp. 983–991 do PDF · português, com o original italiano a um clique

1. GRANDEZAS E PRIVILÉGIOS DE S. JOÃO BATISTA

O elogio do Batista foi feito pelo próprio Jesus Cristo, que disse a seu respeito: «Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não há ninguém maior do que João Batista» (Mt 11, 11). Este encômio encerra tudo quanto se pode dizer de mais excelente acerca de um homem… E São João Batista mereceu-o com muito maior razão. 1° Ele foi santificado antes do nascimento… 2° Instituiu o batismo de penitência e batizou Jesus Cristo… 3° Foi o primeiro a anunciar o reino dos céus e converteu grande número de pecadores… 4° Foi enviado por Deus para ser o precursor de Jesus Cristo, para mostrá-lo e fazê-lo conhecido, e esta é a missão mais sublime que se pode confiar a um homem… 5° O profeta Malaquias o comparara aos anjos, predizendo o seu nascimento… 6° Suas profecias, sua vida e suas obras resplandecem com luz muito mais admirável do que as dos outros profetas. São João foi, com efeito, um milagre contínuo: em sua concepção, no seio de Isabel, em seu nascimento, em sua virgindade e em sua vida evangélica. Foi concebido milagrosamente por uma mãe estéril; por milagre conheceu, antes mesmo de nascer, Jesus Cristo ainda não nascido e o saudou estremecendo de alegria; nascido por milagre, foi para todos motivo de grande júbilo. Em sua circuncisão, restituiu milagrosamente a palavra a seu pai, e os presentes, maravilhados, perguntavam-se: «Que virá a ser este menino?» (Lc 1, 66). Por milagre foi ainda criança para o deserto e, por milagre, passou ali quase toda a sua vida em jejuns, austeridades e severas penitências.

São João Batista tem a palma da virgindade, da profecia, da ciência e do martírio… Ele está entre o Antigo e o Novo Testamento, como elo de união entre um e outro; é como a aurora do sol evangélico, que dissipa as sombras da antiga lei, anunciadora do esplêndido dia da lei nova.

Muitos privilégios goza São João Batista: ele é, ao mesmo tempo, doutor, virgem, mártir, profeta, anacoreta, apóstolo e precursor… Eis como dele fala Santo Agostinho: «A fé concebe, a virgindade dá à luz; vem ao mundo aquele que é o maior dos homens e igual aos anjos, a trombeta do céu, o panegirista de Cristo, o segredo do Pai, o arauto do Filho, o porta-estandarte do Rei celeste, o perdão dos pecados, a correção dos judeus, o chamado dos gentios; em uma palavra, o vínculo da lei e da graça (1)».

Notai que o seu nascimento é anunciado por um anjo…; nasce isento da culpa original…; Zacarias, surdo e mudo, ao seu nascimento fala e ouve…, mais ainda, é iluminado, inspirado e profetiza…; Isabel, estéril, dá à luz…; impõe-se ao menino um nome estranho à parentela, o nome de João, que significa: Deus foi misericordiosíssimo, ou então: isto agrada a Deus.

2. S. JOÃO BATISTA É A VOZ DE DEUS

Isaías, anunciando a pessoa e a missão de João Batista, chamara-o «uma voz que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor» (Is 40,3). O Batista foi a voz de Deus e do Verbo divino, e este nome lhe convém, 1° porque, assim como nós damos a conhecer aos outros, por meio da voz, a palavra que está oculta em nosso pensamento, assim o Pai eterno deu a conhecer, por meio de São João Batista, o seu Verbo, seu Filho, escondido sob o invólucro da carne, diz Santo Agostinho (Hom. in Evang.). 2° Assim como a voz daquele que fala precede o conceito e o entendimento daquele que escuta, assim o Batista precede, por meio de sua pregação, o conhecimento e a fé em Jesus Cristo nas almas dos judeus, e faz nascer nelas esta fé, como observa São Gregório (De S. Ioan.). 3° Embora a voz preceda a compreensão do ouvinte, contudo, em relação àquele que fala, a voz vem depois da palavra já formada em sua mente; assim também São João Batista precede o Verbo e o conhecimento de Deus no espírito de seus ouvintes, mas, entretanto, o Verbo de Deus precede João, por ser eterno, observa Santo Ambrósio (Serm. de Nativ.). O mesmo santo doutor diz ainda: «Porque João era uma voz, ao nascer dele o pai mudo recupera a palavra (2)». 4° João Batista é o arauto que ordena ao povo que se mantenha pronto para receber Jesus Cristo e sua doutrina… 5° João é chamado voz porque nada dizia de próprio, mas somente aquilo que recebia de Deus… 6° Assim como a voz precede a palavra, no sentido de que a palavra é formada pela voz, assim João, que é a voz, precede Jesus Cristo, que é o Verbo ou a palavra, segundo a profecia de Zacarias: «E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo; porque irás adiante da face do Senhor para lhe preparar o caminho» (Lc 1, 76). 7° O Batista é chamado voz porque sua missão não era escrever oráculos e profecias, como faziam Isaías e os outros profetas, mas pregar e mostrar Jesus em viva voz… 8° João era a voz por excelência, pois nele tudo era voz, tudo pregava a penitência e a santidade. Seus olhos, suas mãos, seu traje e seu alimento clamavam, não menos eloquentemente que sua língua: «Fazei penitência, preparai o caminho do Senhor, porque o reino de Deus se aproxima» (Lc 3, 4).

Finalmente, o Batista não foi uma voz fraca e surda, mas sonora e vigorosa, pois fala e prega com maravilhosa audácia, com constância, de toda a alma, com energia e publicamente; açoita, sem respeitos humanos, os vícios do povo e dos grandes. Depois, com o clamor e a força de sua voz, anunciava de antemão que a pregação do Evangelho seria uma voz cheia de força e magnificência (Sl 28, 4), uma voz que abalaria e derrubaria os cedros do Líbano (Ib. 5), uma voz que ecoaria até os mais remotos confins do mundo (Sl 18, 4), que abriria os mares, fazendo brotar deles as chamas, abalaria a solidão e lançaria o espanto nos desertos de Cades. (Sl 28, 8). Tal foi a voz de São João Batista: «Ainda hoje, observa Santo Ambrósio, ele clama e prega com o exemplo e com as palavras, e com o trovão de sua voz faz estremecer os desertos de nossos pecados (3)».

De três modos São João é voz: 1° É a voz que precede e anuncia o Cristo que está para vir. 2° É a voz que mostra Jesus Cristo já nascido. 3° É a voz que exorta à penitência e, assim, prepara os corações para Jesus Cristo. Por isso, com três nomes a Sagrada Escritura chama o Batista: anjo, voz e luz. Ele é um anjo, um novo Elias, um profeta; mais ainda, por testemunho de Jesus, é mais que profeta, pois prega e anuncia a graça de Deus que está para aparecer; é uma voz que inculca a penitência; é uma lâmpada que faz ver Jesus Cristo já presente: «Eis o Cordeiro de Deus: eis aquele que tira os pecados do mundo» (Jo 1,29), vai clamando pela Judeia este mensageiro do Messias.

Mas como poderia não ser voz, e voz potentíssima, para manifestação e proclamação do Verbo, aquele que já o fora antes de nascer? Com efeito, ele fala desde o seio de sua mãe, não com a boca, mas saltando nas suas entranhas; e, com esse salto, adora e anuncia Jesus Cristo presente no seio da Bem-aventurada Virgem Maria, no qual se encarnou segundo o tempo; anuncia-o a sua mãe Isabel, que, também ela cheia do Espírito Santo, reconhece Jesus e responde à saudação de Maria: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me vem esta ventura, que a mãe do meu Senhor venha a mim? Pois assim que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, senti o meu menino exultar dentro do meu peito» (Lc 1, 42-44).

Nem esta voz se cala quando João é preso por Herodes e encerrado na prisão; dali fala aos discípulos e dali envia mensageiros para reconhecer o Cristo. Que mais? Fala ao morrer, continua a falar depois da morte e falará até o fim do mundo com o seu sangue, dando testemunho da castidade e de Jesus Cristo.

3. S. JOÃO, MODELO DE TODAS AS VIRTUDES

Jesus Cristo chama o Batista de «lâmpada ardente e luminosa» (Jo 5,35), e com estas palavras o declara modelo perfeito e prático de todas as virtudes mais esplêndidas. Com efeito, espelho de penitência, ele a pratica com severidade durante toda a sua vida e a prega aos outros (Lc 3, 8). Modelo de confissão franca e sincera, declara solenemente não ser ele o Cristo, mas uma simples voz que designa o Cristo (Jo 1, 20, 23). Exemplo de humildade, declara-se indigno de desatar as sandálias daquele que, mais poderoso e anterior a ele, haveria de aparecer depois dele (Lc 3, 16). Voz de fé, clamava: «Eis o Cordeiro de Deus» (Jo 1, 29). Voz de correção e de ameaça, dizia aos fariseus: «Ó raça de víboras, quem vos ensinará a escapar da ira divina que se aproxima?» (Lc 3, 7). Voz de justiça, inculcava aos soldados que se abstivessem de toda violência e insolência e se contentassem com o seu soldo (Lc 3, 14). Voz de castidade, intimava a Herodes que despedisse Herodíades, pois não lhe era lícito conservar consigo a mulher de seu irmão (Mc 6,18). E, por ter mantido firme esta voz, morreu mártir.

Ele é modelo e exemplo de louvor, de reconhecimento, de ação de graças, quando, ao nascer, leva seu pai, Zacarias, a entoar aquele sublime cântico que a Igreja adotou como hino de ação de graças e de exultação para os cristãos (Lc 1,68ss.); e também quando fez com que Maria, para responder à saudação e às congratulações que Isabel, movida interiormente por ele, lhe havia dirigido, prorrompesse naquele hino do paraíso, no qual a mais sincera alegria se une à mais profunda humildade, e a profecia se conjuga com a ação de graças, isto é, o Magnifìcat (Lc 1,46ss.).

Aprendamos também nós do Batista a ser inteiramente e em tudo vozes, modelos e exemplos de toda virtude; vozes e trombetas de Deus, anunciadoras de seu amor, de seus benefícios e de sua glória. Nunca nos saia da mente a advertência que, a este propósito, nos dá São Bernardo (4): «que somente resplandecer é vão, somente arder é pouco; mas arder e resplandecer ao mesmo tempo constitui a perfeição»; e confirma sua afirmação com esta observação: «que Jesus Cristo, falando do Batista, não disse: ele é uma lâmpada resplandecente e ardente, mas ardente e resplandecente, porque a luz de João se manifestava e provinha de seu fervor, e não o seu fervor do esplendor (5)»… A vida de São João Batista era o relâmpago, sua voz o trovão, e, em conjunto, o raio que golpeava os vícios e os pecados.

João Batista foi escolhido para ser o precursor, o arauto e o porta-estandarte de Jesus Cristo, porque é grande diante de Deus; porque é um homem maravilhoso, um herói; porque resplandece pela fé, eleva-se pela esperança e arde de caridade; porque é um sublime modelo de castidade, de penitência, de mortificação, de oração, de retiro, de recolhimento, de silêncio, de fuga do mundo e de pobreza… Concebido e dado à luz por milagre de pais estéreis e idosos, recebe a castidade juntamente com a vida.

Não é, portanto, de admirar que todos os antigos Padres lhe tenham tributado amplos encômios. São João Crisóstomo, por exemplo, diz que ele é: «Escola de virtude, ensinamento de vida, modelo de santidade, regra de justiça, espelho de virgindade, tipo de pudor, exemplo de castidade, caminho para a penitência, reconciliação dos pecadores, disciplina da fé; mais que homem, imitador dos anjos, compêndio da lei, sanção do Evangelho, voz dos apóstolos, silêncio dos profetas, lâmpada do mundo, arauto do supremo Juiz, precursor de Cristo, ceifeiro do Senhor, testemunha de Deus, mediador entre a Santíssima Trindade e os homens (6)». «É a alegria dos pais, acrescenta São Bernardo, o lustre da nação, o exemplo do mundo, o fim da lei, o princípio do Evangelho, o expulsor da morte, a porta da vida, a honra dos homens, a aurora da conversão do mundo, o príncipe da justiça (7)».

4. S. JOÃO BATISTA É, COM JUSTO TÍTULO, CHAMADO ANJO

«Eis que envio o meu anjo, diz o Senhor por meio de Malaquias, e ele preparará o caminho diante de mim. E logo virá ao seu templo o soberano Rei que procurais, o anjo da aliança que esperais» (Ml 3,1). Aqui o profeta anuncia o anjo que preparará o caminho para o Messias. Ora, quem é esse anjo? É aquele a quem Zacarias disse: «E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque caminharás diante da face do Senhor para lhe preparar o caminho» (Lc 1,76). O Messias predito por Malaquias, e para o qual João, também ele anunciado de antemão, devia preparar o caminho, chegou; João Batista mostra-o, apontando-o com o dedo: «Eis o Cordeiro de Deus» (Jo 1,29).

Note-se ainda que Malaquias, que anuncia São João Batista e a vinda do Messias, é o último dos profetas. Sua missão terminou; aquilo que haviam predito está prestes a realizar-se; e não surgirão mais outros, pois haviam sido suscitados por Deus unicamente para anunciar Jesus e sua santa Mãe, a Virgem: aparecendo Jesus, eles desaparecem como as estrelas ao nascer do sol.

E por que se dá a São João Batista o nome de Anjo? Anjo pela graça, não pela natureza, é assim chamado:

1° porque é um anjo por causa de seu ofício. Anjo quer dizer mensageiro ou enviado; ora, ele foi enviado por Deus aos homens para lhes dar a conhecer Jesus Cristo e conduzi-los a ele.

2° Assim como os anjos não conheceram a infância, mas foram criados em uma natureza perfeita, com o uso atual da razão, do juízo e do livre-arbítrio, assim também João Batista não teve infância. Com efeito, no sexto mês desde que fora concebido e antes de nascer, visitado pela Bem-aventurada Virgem Mãe de Deus e por Jesus Cristo, que ela trazia em seu seio, foi santificado no ventre de Isabel, profetiza, recebe o uso mais nobre da razão, reconhece Jesus Cristo, adora-o, saúda-o e experimenta um grande ímpeto de alegria.

3° Os anjos vivem sem alimento e sem bebida, e João conserva tanta sobriedade, mortificação e temperança no beber e no comer, que se pode dizer, com São Basílio, que sua vida foi um jejum contínuo, ininterrupto e rigorosíssimo (De S. Ioann.). Se a isso acrescentarmos seus costumes puríssimos e castíssimos e sua imaculada pureza, concluiremos, com toda razão, que lhe convém o nome de anjo.

4° Do mesmo modo que os anjos contemplam continuamente a face de Deus (Mt 18,10), assim João, retirado desde a infância no deserto, conversa, por meio da contemplação, com Deus e com os anjos do paraíso e, por isso, reveste-se e inflama-se de liberdade angélica, de constância, de caridade, de zelo e de perfeição. Além disso, João convive com o Verbo encarnado, assiste-o e serve-o, assim como os anjos assistem e servem a Deus no Céu.

5° O nome de anjo também lhe é dado porque jamais perde a graça recebida, nunca comete falta, ao menos grave e deliberada; mas persevera na caridade e progride em santidade, como que confirmado na graça, quase igual aos anjos. O que o mantém e fortalece nessa feliz condição é sua vida austera, a severa penitência que pratica no alimento, no vestuário e no repouso. Por isso, o Crisóstomo chama angélico o seu modo de viver e diz «ter João vivido na terra como se já estivesse no céu (6)».

6° Assim como os anjos de uma ordem superior instruem os das ordens inferiores e, além disso, iluminam, purificam os homens e os tornam mais perfeitos, assim também operou São João, segundo aquelas palavras de Gabriel a Zacarias, pai do Batista: «Isabel, tua esposa, dará à luz um filho, a quem chamarás João… Ele será cheio do Espírito Santo desde o ventre de sua mãe e converterá uma multidão de israelitas ao seu Deus. Caminhará diante de Deus com a virtude e o espírito de Elias, para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os incrédulos à sabedoria dos justos, a fim de preparar para o Senhor um povo perfeito» (Lc 1, 16-11).

7° O Batista é ainda chamado anjo porque, no deserto, não teve outro instrutor e mestre senão o Espírito Santo, que o ilumina, não por meio de um homem, mas de um anjo, acerca dos mistérios de Deus e de Jesus Cristo. Ele é como um querubim e um serafim, que, por sua virtude, santidade e missão, supera todos os anjos inferiores. E este é o motivo pelo qual os judeus o veneram e adoram, como se ele fosse o Messias, conforme se vê pela delegação que, em nome dos sacerdotes e dos levitas, se apresentou a ele para perguntar-lhe quem era (Jo 1, 19-22). Que mais? A grandeza, o poder e a santidade do Batista eram tão exaltados na boca dos judeus, que o próprio Herodes chegou a confundi-lo com Cristo. Com efeito, quando soube dos prodígios extraordinários que Jesus operava na Judeia, disse: «Quem será este, de quem se contam tais coisas, enquanto João foi decapitado por mim?» (Lc 9, 9).

5. LOUVORES DOS SANTOS PADRES AO BATISTA

Os santos Padres competem entre si ao elogiar e atribuir títulos de louvor e de honra ao filho de Isabel. Para eles, ele representa a aurora, a estrela da manhã, o arco-íris, o relâmpago, a voz, o amigo do esposo, o precursor, a testemunha, o profeta de Jesus Cristo e do Evangelho, o mediador e o elo que une os dois Testamentos…

Ninguém entre os homens é maior do que João — disse o Verbo encarnado —; pois, observa Santo Agostinho, «aquele que é maior do que João não é simplesmente homem, mas é Deus-Homem (9)».

«João Batista — diz Santo Ambrósio — não tem igual entre os nascidos de mulher; supera a todos e se eleva acima de todos; supera os profetas e vence em dignidade os patriarcas (10).» Assim é verdadeiramente, diz Gersão, porque «parece ocupar o primeiro lugar, depois de Maria, na ordem dos serafins, no lugar de Lúcifer (11)».

«Assim como — escreve Tertuliano — a aurora assinala o fim da noite e o princípio do dia, assim João Batista é o fim da noite da lei e a aurora do dia evangélico» (Cont. Marcion. lib. 4, C. 33). São Tomás repete a mesma coisa, chamando-o de: «Termo da lei, começo do Evangelho (12)». E o Crisólogo chama João de «o vínculo da lei e da graça, no qual o judaísmo devia terminar e o Cristianismo começar (13)».

Fonte: I tesori di Padre Cornelio a Lapide S.J., tratti dai suoi Commentari sulla S. Scrittura; dall'ab. Barbier, per uso dei predicatori e delle famiglie cristiane. Prima versione italiana dal francese, del sacerdote Francesco M. Faber. Parma, Pietro Fiaccadori, 1869 (3 volumes), em domínio público. Tradução para o português brasileiro do Lírio Católico, feita a partir do italiano; o original de cada seção abre pelo botão Italiano ou fica ao lado do texto pelo botão Ver original em italiano.