Tesouro n.º 11 · Volume I

APÓSTOLOS APOSTOLI

8 seções · 29 parágrafos · pp. 115–123 do PDF · português, com o original italiano a um clique

1. POR QUE OS APÓSTOLOS SÃO DOZE

Jesus Cristo escolheu doze Apóstolos, e não mais que doze, para representar os doze Patriarcas, filhos de Jacó; e, assim como estes foram os pais do povo judeu, aqueles são os pais, segundo o espírito, do povo cristão.

Esse número de doze era significado, como observa São Tomás (Caten. Aurea), pelos doze filhos de Jacó, pelos doze príncipes dos filhos de Judá, pelas doze fontes de Elim, pelas doze pedras do Racional, pelos doze pães da proposição, pelos doze exploradores, pelas doze pedras tomadas do interior do Jordão para se construir um altar, pelos doze bois que sustentavam a grande bacia de bronze, pelas doze estrelas de que se compõe a coroa da Esposa no Apocalipse, pelos doze fundamentos da cidade celeste e pelas doze portas da santa Sião.

2. POR QUE JESUS CRISTO ESCOLHEU POBRES

Santo Agostinho, comentando aquelas palavras de São Lucas: “Jesus escolheu doze dentre eles (aos quais chamou Apóstolos)” (Lc 6, 13), exclama: “Ó grande misericórdia do arquiteto divino! Ele sabia que, se elegesse um senador, este diria: Devo à minha dignidade a escolha; se um rico, atribuiria a causa às suas riquezas; se um rei, ao seu poder; se um orador, à sua eloquência; se um filósofo, à sua sabedoria. E, portanto, diz: Venham primeiro a mim estes pescadores; sim, vinde vós, pobres, vós que nada tendes, vós que nada sabeis, segui-me e deixai de pescar peixes. — Os pescadores deixam as suas redes, recebem a graça e tornam-se arautos da boa-nova. Bem depressa o universo ouve a voz dos pescadores, lê as suas epístolas, obedece, e os soberbos oradores, os sábios, os ricos e os reis inclinam a cabeça e se submetem” (De Civ. Dei).

“Deus, escreve São Paulo aos Coríntios, escolheu os menos sábios segundo o mundo, para confundir os sábios; escolheu os fracos segundo o mundo, para confundir os fortes; escolheu os mais vis e desprezíveis segundo o mundo, e aqueles que nada eram, para vencer o que há de maior e mais sólido; e isso para que ninguém se ensoberbeça diante dele” (1Cor 1, 27-29).

Três coisas o mundo admira: a sabedoria, o poder e a nobreza; ora, Deus não somente não leva em conta nenhuma delas na vocação dos homens para a fé, para a justiça e para a salvação, mas quer escolher três coisas inteiramente contrárias ao gosto do mundo e, portanto, dentre a plebe da ciência, do poder e da sociedade, tira os seus operários, para demonstrar que a obra era divina. Mais tarde, tenros meninos e tímidas donzelas triunfarão dos reis, dos tiranos e dos suplícios.

3. VIDA DOS APÓSTOLOS

“Os Apóstolos viviam na terra, escreve São Gregório, mas, entretanto, todas as suas ações nada tinham de terrestre (1)”; ou, como se exprime São Paulo, “revestidos de carne, não serviam aos desejos da carne” (2Cor 10,3). Vivem pobres, sem nada desejar, nem buscar, nem possuir na terra: estão mortos para tudo, para viver somente de Deus e para Deus. São luzes esplêndidas pelo bom exemplo e difundem por toda parte o bom odor de Jesus Cristo, tornando-se seus imitadores. Não viviam para si, nem morriam para si, mas para Jesus Cristo, que dera a vida por eles. Viviam e morriam pela salvação das almas. A sua doutrina e a sua morte nos ensinam como devemos crer, viver e morrer.

A vida deles é um tecido de todas as virtudes mais sublimes, segundo as quais modelam as suas ações de cada dia e de cada instante: vivem e morrem mártires da mais ardente caridade…

4. ZELO DOS APÓSTOLOS E MARAVILHAS POR ELES OPERADAS

Os Apóstolos são os grandes fundadores da Igreja, os primeiros e principais pregadores do Evangelho, a poderosa voz do Verbo, o harmonioso instrumento do Espírito Santo, o cálice repleto da graça divina, os mais valentes soldados de Jesus Cristo, os guias seguros do povo cristão, o lugar de delícias, a morada eleita de Deus, o canal pelo qual nos veio a fé, um mel dulcíssimo, uma fortaleza de paciência, os filhos da consolação, os mestres da piedade, as colunas e os fundamentos da cristandade; torre inabalável, base imóvel, baluarte indestrutível, porto para os náufragos; são os mais hábeis e nobres arquitetos, o socorro dos pobres, os consoladores das viúvas, os tutores e pais dos órfãos; o tesouro dos mistérios de Jesus Cristo, os médicos do mundo enfermo e agonizante, os vigilantes guardiões do rebanho fiel, os condutores das nações, o reservatório das virtudes celestes, os vasos eleitos, os templos do Espírito Santo, cuja vida rivalizou em pureza e beleza com a dos Anjos. Animados pelo espírito de Jesus Cristo, conquistaram para ele o mundo.

Isaías, que havia contemplado os Apóstolos à luz das revelações proféticas, exclamava, extasiado de alegria: “Ó quão formosos são os pés daqueles que anunciam a paz, que pregam a salvação!” (Is 52, 7). Os pés dos Apóstolos são louvados: 1° pela rapidez com que percorreram o mundo…; 2° pela coragem que os dirigiu…; 3° pelo seu candor imaculado…; 4° pela sua radiante e celestial beleza; e, em memória das palavras de Isaías, diz Orígenes, Jesus Cristo lavou os pés de seus Apóstolos (Homil. II).

Assim como a primavera faz a natureza renascer, germinar e florescer, assim também a vinda de Jesus Cristo e dos Apóstolos ressuscita o mundo, fazendo-o produzir em abundância as flores e os frutos das mais sublimes virtudes… “Os Apóstolos, pregava o Crisóstomo, foram os anunciadores de Jesus Cristo, os defensores das verdades, os atletas de Deus, os órgãos do Espírito Santo, os chefes encarregados da defesa da Religião, os príncipes da Igreja, os pontífices da santidade (2)”.

“Vós me servireis de testemunhas, disse Jesus aos Apóstolos, até os confins extremos da terra (At 1, 8). Servir-me-eis de testemunhas com os vossos milagres, com a santidade da vida, com a pregação, com a eficácia da vossa sabedoria, não humana, mas divina.

Nada semelhante aos Apóstolos jamais se viu, continua dizendo o citado São João Crisóstomo; ministros da palavra de Deus, suas mãos tocaram o Verbo divino; seguiram-no em suas jornadas, comeram com Ele e ouviram milhares de vezes a voz daquele que tudo criou com uma só palavra. Ganharam o mundo inteiro com suas pregações, como se apanha o peixe na rede. Percorreram o universo, extirparam dele os erros, arrancaram-lhe o joio; derrubaram os altares, destruíram os templos das divindades pagãs; aniquilaram os ídolos, feras vorazes; expulsaram os demônios, lobos furiosos; acolheram ao redor de si uma numerosa Igreja, como o pastor reúne um rebanho de cordeiros; reuniram os fiéis, como outros tantos grãos do trigo de Deus; expulsaram as heresias, como palha destinada ao fogo; reduziram o judaísmo a um monte de erva ceifada e seca; reduziram a cinzas as escolas dos filósofos; trabalharam e cultivaram a natureza humana com o arado da cruz e nela lançaram a palavra de Deus como uma semente celeste. Os Apóstolos eram vinhateiros, pescadores, atletas, colunas, médicos, guias, doutores, portos, pilotos, pastores, guerreiros, triunfadores. São a base do edifício, o apoio da Igreja. Jesus Cristo lhes disse: “Vós sois pedras sobre as quais construirei a minha Igreja”. São portos seguros, porque põem a salvo dos furores do Inferno, da impiedade e do crime. São pilotos que conduziram o mundo inteiro pelo caminho da justiça. São pastores que afugentaram os lobos e defenderam as ovelhinhas. São trabalhadores que arrancaram os espinhos do campo do Senhor. São vinhateiros que plantaram a vinha da piedade e da virtude, da qual se extrai o vinho que forma as virgens. São médicos que curaram o gênero humano; guerreiros que abateram os estandartes do Inferno; vencedores que triunfaram sobre o Demônio, o mundo, os vícios e as paixões (In Homil. oct.).

Dos Apóstolos profetizava o Salmista quando dizia que “o som de sua voz se espalhara por toda a superfície do globo e que sua palavra ressoara em todos os confins da terra” (Sl 18, 4.). Com razão, pois, são comparados aos céus que proclamam a glória de Deus (Ib. 1); porque se elevam acima da terra pela contemplação; possuem a imensidade da caridade, a luz da sabedoria, a segurança da paz, o rápido movimento da inteligência e da obediência; derramam a chuva fecunda do ensinamento; trovejam com as repreensões, relampejam com os milagres, fulminam o vício e aterrorizam o Inferno; proporcionam à terra infinitos bens, sem nada lhe pedir, movidos por pura liberalidade.

“Com sua vida, sua pregação e seus sofrimentos, os Apóstolos nos encaminharam, diz São Bernardo, à prática da prudência, da continência e da paciência (3)”.

Do profeta Elias lê-se na Escritura que se elevou como fogo e que sua palavra ardia como uma tocha (Eclo 48, 1). Elias foi o tipo dos Apóstolos, dessas flechas inflamadas que, lançadas do arco fortemente retesado de Jesus crucificado, atingem e atravessam o coração dos homens, deixando nele aceso o fogo do amor de Deus, segundo a palavra do Salmista: “Fez chover sobre seus inimigos flechas de fogo” (Sl 8, 13). O arco, segundo Santo Agostinho, é a força do Novo Testamento, que venceu a dureza do Antigo. Os Apóstolos são chamados flechas porque transmitem os oráculos divinos, que ferem os corações e neles inoculam o amor divino. Por esta flecha foi ferida a Esposa dos Cânticos, quando exclamava: “Estou ferida pela caridade” (Ct 2, 5). Agudas e ardentes são as setas do Senhor, diz o Salmista (Sl 119, 4); aqueles, com efeito, que são feridos por essas setas e inflamados de amor divino aspiram ao reino dos Céus, não se importam com as tagarelices nem com os esforços daqueles que tentam detê-los e repetem com o Apóstolo: “Quem me arrancará do amor de Jesus Cristo?” (AUGUST. sobre as palavras do Salmo: Sagittas suas, etc.).

“Quem são estes, diz Isaías, que voam como nuvens e como pombas apressadas em retornar ao ninho?” (Is 60, 8). Ora, São Gregório, São Jerônimo e outros Padres veem nessas nuvens e nessas pombas a figura dos Apóstolos. Com efeito: 1° as nuvens se elevam da terra para o Céu, e os Apóstolos foram elevados até Deus, proclamando a sua glória ainda melhor com a vida do que com as palavras; 2° as nuvens são o reservatório do orvalho, e de seu seio cai a chuva para fecundar a terra, e os Apóstolos são o canal da graça de Deus; derramam a chuva de sua palavra nas almas, as quais, assim fecundadas, produzem frutos de boas ações; 3° as nuvens são obra do sol, que as acumula e condensa para irrigar a terra, e os Apóstolos são obra de Deus, que lhes comunica o calor e a fecundidade espiritual, para que os distribuam nos corações; 4° entre as nuvens frequentemente ressoa o trovão e lampeja o relâmpago, e os Apóstolos fazem ouvir, em meio às doces e plácidas exortações, o ruído das ameaças, da cólera e da vingança divina. Esta comparação é de Santo Agostinho (In Psalm.). A ele se une São Gregório, que diz: “Os Apóstolos são chamados nuvens porque deixam cair a chuva de suas pregações e fazem brilhar os relâmpagos de seus prodígios. Voam como nuvens; permanecem mais no Céu do que na terra, que apenas tocam com a planta dos pés; seu espírito, sua alma e seu coração estão nos Céus” (Moral.).

“Enviarei, predisse o Senhor pela boca de Jeremias, pescadores que os apanharão em suas redes” (Jr 16, 16); e eis Jesus Cristo dizer a seus Apóstolos: “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Mt 4, 19). E esses pescadores divinos apanharam os homens em suas redes, retiraram-nos do oceano dos delitos e da morte, devolveram-lhes a vida e os depositaram no reino da felicidade eterna.

5. LUZ QUE OS APÓSTOLOS DIFUNDEM

“Jesus Cristo, escreve o Crisóstomo, fez os Apóstolos resplandecerem por toda parte como o sol faz resplandecer por toda parte os seus raios; pois suas ações brilharam como astros. Não foi em vão que Jesus lhes dizia: Vós sois a luz do mundo (Mt 5, 14). Vede, contemplai os astros que faço surgir do meio de vós e admirai o seu esplendor. O Céu, continua o santo Doutor, desceu à terra; com efeito, onde encontrar estrelas semelhantes aos Apóstolos? As estrelas estão acima do firmamento; os Apóstolos elevam-se acima do Céu. As estrelas resplandecem com um fogo material e insensível; os Apóstolos espalham uma luz espiritual, que dá inteligência. As estrelas brilham durante a noite e desaparecem durante o dia; os Apóstolos brilham por suas virtudes na noite do tempo e no claro dia da eternidade. As estrelas se escondem ao olhar quando nasce o sol; mas os Apóstolos, mesmo quando resplandece Jesus Cristo, o verdadeiro Sol de justiça, participam de seu esplendor. No dia da ressurreição, as estrelas cairão como folhas de outono, mas os Apóstolos serão levados acima das nuvens (4)”.

“O povo que se agitava nas trevas viu uma esplêndida luz, diz Isaías, e o dia nasceu para aqueles que jaziam sepultados nas sombras e nas trevas da noite” (Is 9, 2). Esta luz de que fala o Profeta é Jesus Cristo e, depois dele, os Apóstolos.

À semelhança de seu divino Mestre, os Apóstolos eram a verdadeira luz que ilumina todo homem que vem a este mundo. Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida; os Apóstolos indicam e ensinam ao mundo esse caminho, essa verdade e essa vida.

6. MISERICÓRDIA E BONDADE DOS APÓSTOLOS

A propósito daquelas palavras do Eclesiástico: “Estes são homens de misericórdia, e suas obras de piedade jamais faltaram a ninguém” (Eclo 44, 10), São Bernardo assim escrevia: “Muito justamente, meus irmãos, a santa Igreja, nossa mãe, aplica aos Apóstolos as palavras precedentes. Sim, eles são verdadeiramente, e sob todos os aspectos, homens de misericórdia, tanto porque receberam misericórdia, como porque, cheios de compaixão, a derramam sobre os outros, e ainda porque Deus no-los enviou como testemunho de seu perdão: são homens ricos de bondade, entregues à Igreja inteira, que jamais cessaram de consolar e confortar, instruir e iluminar, curar etc.” (Serm. in fest. Ss. Petri et Pauli).

Jamais lhes saíram da mente as sentenças do divino Mestre: Não quebreis a cana rachada; não apagueis o pavio que ainda fumega; estai sempre prontos para o beijo do perdão; eu não vim chamar os justos, mas os pecadores… Fazem-se tudo para todos, para ganhar todos para Cristo… Compadecem-se de todo gênero de miséria e fraqueza: misturam suas lágrimas às dos que choram… Somente a caridade e a misericórdia os levam a imolar-se todos os dias pela salvação de todos os homens…

7. PODER DOS APÓSTOLOS

“Tu és Pedro, disse Jesus ao chefe dos Apóstolos, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno jamais prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18). “Eu te darei as chaves do reino dos Céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no Céu; tudo o que desligares na terra será desligado também no Céu” (Ibid. 19). A todos comunica então o poder de caminhar sobre serpentes e escorpiões, de calcar aos pés a força do inimigo, sem que coisa alguma lhes possa fazer mal (Lc 10, 19); e a todos promete que serão revestidos de força do alto (Ibid. 24, 49).

“O Senhor deu aos Apóstolos poder sobre a natureza, pregava Santo Agostinho, para que a curassem; sobre os demônios, para que os abatessem; sobre os elementos, para que os transformassem; sobre a morte, para que a desprezassem; finalmente, tornou-os mais poderosos que os Anjos, para que consagrassem o corpo do Senhor (5)”.

Eles aparecem onipotentes em palavras e obras. Restituem, como já seu divino Mestre, a vista aos cegos, o ouvido aos surdos, a palavra aos mudos; endireitam os estropiados, curam, com a só sombra do corpo, toda espécie de doenças, ordenam às tempestades, ressuscitam os mortos; fazem tremer os reis, empalidecer os tiranos. Põem o Inferno em fuga, esmagam os ídolos, derrubam os templos pagãos, transformam os lobos em cordeiros, convertem as nações, falam todas as línguas. Não temem ameaças, nem cadeias, nem cárceres, nem suplícios, nem a morte. Esses doze homens, sem armas, sem ouro, sem soldados, sem alianças, são mais fortes que o mundo inteiro…

“Os Apóstolos, diz São Bernardo, dão sopro à trombeta da salvação; seus milagres resplandecem, o mundo crê: aquilo que dizem é imediatamente tido por verdadeiro, porque, para confirmá-lo, realizam prodígios que deixam as mentes estupefatas (6)”.

“É fácil, dizia Judas Macabeu, triunfar de uma multidão, e diante do Deus do Céu não há diferença entre um grande e um pequeno exército: porque a vitória não depende da multidão dos armados, mas da força que vem do alto” (1Mc 3, 18-19). Por isso, Gedeão venceu, com trezentos homens desarmados, cento e vinte mil madianitas; Abraão venceu, com trezentos dos seus, quatro reis; Judite derrubou Holofernes; Davi abateu Golias.

8. DURAÇÃO DOS BENEFÍCIOS FEITOS PELOS APÓSTOLOS

São Bernardo nos assegura que os Apóstolos, cheios de bondade, glória e poder, não cessaram nem cessarão jamais de rezar por toda a Igreja e de protegê-la. Seus exemplos sobrevivem aos séculos, e a Religião por eles estabelecida em nome de Deus não pode desaparecer, porque está fundada sobre a pedra (Serm. 27, in Cantic.).

A respeito deles pode dizer-se com o Eclesiástico: “Todos os seus bens se perpetuam nos descendentes; santa herança são seus netos; por causa deles jamais se extinguirá a descendência de seus filhos” (Eclo 44, 11-13).

Fonte: I tesori di Padre Cornelio a Lapide S.J., tratti dai suoi Commentari sulla S. Scrittura; dall'ab. Barbier, per uso dei predicatori e delle famiglie cristiane. Prima versione italiana dal francese, del sacerdote Francesco M. Faber. Parma, Pietro Fiaccadori, 1869 (3 volumes), em domínio público. Tradução para o português brasileiro do Lírio Católico, feita a partir do italiano; o original de cada seção abre pelo botão Italiano ou fica ao lado do texto pelo botão Ver original em italiano.