(VIRGÍLIO).
(VIRGILE).
Arcebispo de Arles, morreu por volta de 610. De acordo com uma vida escrita no século VIII, ele nasceu em uma vila da Aquitânia, tornou-se monge, Abade de Lérins e Bispo de Arles, onde construiu uma basílica de Santo Estêvão e outra do Salvador. Esta vida, aceita em seus contornos por Mabillon e pelos bolandistas, é a reprodução pouco modificada da Vida de São Máximo, Bispo de Riez, escrita pelo patrício Dínamius antes da morte de Virgílio. Segundo Gregório de Tours, Virgílio foi primeiro Abade do Mosteiro de São Sinfórnio em Autun e, através do apoio de Siágrio, Bispo de Autun, sucedeu Lizier como Bispo de Arles. Em seu grande zelo pela conversão dos numerosos judeus que o comércio atraía para a Provença, Virgílio não hesitou em empregar a força; onde São Gregório Magno escreveu (591) a Virgílio e a Teodoro, Bispo de Marselha, elogiando suas boas intenções, mas recomendando que restringissem seu zelo à oração e à pregação. Em 1º de agosto de 595, São Gregório concedeu a Virgílio o título de vigário pontifício, concedido aos bispos de Arles pelo Papa Zosimo (519); esta dignidade o fez o intermediário entre o episcopado gaulês e a Sé Apostólica. O rei Childeberto foi instado pelo papa a auxiliar Virgílio na erradicação da simonia das Igrejas da Gália e da Germânia. São Gregório várias vezes solicitou a Virgílio (596, 601) que acolhesse Agostinho e seus monges que ele estava enviando para a Inglaterra. Em outra ocasião, recomendou à sua proteção um mosteiro pertencente ao Patrimônio da Igreja Romana, do qual Lizier havia tomado posse. Em uma carta a Virgílio e a Siágrio, Bispo de Autun, o papa se queixa (julho de 599) de sua negligência em não impedir o casamento de Siágria, uma mulher que, tendo abraçado a vida religiosa, foi dada em casamento à força. Em 601, São Gregório aconselhou Virgílio a convocar um conselho contra a simonia e a induzir o Bispo de Marselha a reformar sua casa. Em 23 de agosto de 613, Bonifácio IV enviou o pálio ao sucessor de Virgílio, Floriano.
Archbishop of Arles, died c. 610. According to a life written in the eighth century he was born in a village of Aquitaine, became a monk, Abbot of Lérins, and Bishop of Arles, where he built a basilica of Saint Stephen and another of the Saviour. This life, accepted in its outlines by Mabillon and the Bollandists, is the scarcely modified reproduction of the Life of St. Maximus, Bishop of Riez, written by the patrician Dynamius before the death of Virgilius. According to Gregory of Tours, Virgilius was first Abbot of the Monastery of St. Symphorien at Autun, and through the support of Syagrius, Bishop of Autun, succeeded Lizier as Bishop of Arles. In his great zeal for the conversion of the numerous Jews whom trade attracted to Provence, Virgilius did not hesitate to employ force; whereupon St. Gregory the Great wrote (591) to Virgilius and to Theodore, Bishop of Marseilles, praising their good intentions but recommending them to confine their zeal to prayer and preaching. On 1 Aug., 595, St. Gregory extended to Virgilius the title of pontifical vicar, granted to the bishops of Arles by Pope Zosimus (519); this dignity made him the intermediary between the Gallic episcopate and the Apostolic See. King Childebert was urged by the pope to assist Virgilius in exterminating simony from the Churches of Gaul and Germania. St. Gregory several times requested Virgilius (596, 601) to extend a welcome to Augustine and his monks whom he was sending to England. On another occasion he recommended to his protection a monastery belonging to the Patrimony of the Roman Church of which Lizier had taken possession. In a letter to Virgilius and to Syagrius, Bishop of Autun, the pope complains (July, 599) of their negligence in not preventing the marriage of Syagria, a woman who, having embraced the religious life, had been violently given in marriage. In 601 St. Gregory advised Virgilius to assemble a council against simony and to induce the Bishop of Marseilles to reform his house. On 23 Aug., 613, Boniface IV sent the pallium to Virgilius's successor Florian.
Fontes:
Sources:
- MABILLON, Acta SS., O.S.B., II (Paris, 1669)
- Acta SS., Mar., I, 397-402 (Paris, 1865)
- ANDRIEN, Um insigne plagiato: falsidade dos atos de S. Virgílio in Bulletin de la Societe scientifique des Basses-Alpes, III (Digne, 1888)
- S. GREGÓRIO, Epistolae in P.L., LXXVII
- ALBANES e CHEVALIER, Gallia christiana novissima, Arles (Valence, 1900).
- MABILLON, Acta SS., O.S.B., II (Paris, 1669)
- Acta SS., Mar., I, 397-402 (Paris, 1865)
- ANDRIEN, Un insigne plagiat: faussete des actes de S. Virgile in Bulletin de la Societe scientifique des Basses-Alpes, III (Digne, 1888)
- ST. GREGORY, Epistolae in P.L., LXXVII
- ALBANES and CHEVALIER, Gallia christiana novissima, Arles (Valence, 1900).