(Em religião AMBROSIUS CATHARINUS)
(In religion AMBROSIUS CATHARINUS)
Nascido em Siena, 1483; faleceu em Nápoles, 1553. Aos dezesseis anos, tornou-se Doutor em Direito Civil e Canônico (J.U.D.) na academia de Siena. Após visitar várias academias na Itália e na França, foi nomeado (1508) professor em Siena, e teve entre seus alunos Giovanni del Monte, posteriormente Papa Júlio III, e o célebre Sixto de Siena, um judeu convertido que estimava seu mestre, mas que criticava severamente alguns de seus escritos. Por volta de 1513, ingressou na Ordem de São Domingos no convento de São Marcos, em Florença. Estudou as Escrituras e a teologia sem mestre. Isso pode explicar sua independência e sua defesa de opiniões que eram singulares, especialmente em relação à predestinação, à certeza de possuir graça, à residência dos bispos em suas dioceses e à intenção exigida no ministro de um sacramento. Foi um defensor vigoroso da Fé contra Lutero e seus seguidores; e teve destaque nas discussões do Concílio de Trento, ao qual foi convocado por seu ex-aluno, o Cardeal del Monte, legado de Paulo III. Na terceira sessão pública (4 de fevereiro de 1546), Catharinus pronunciou um notável discurso, posteriormente publicado ["Oratio ad Patres Conc. Trid." (Louvain, 1567; Paris, 1672)]. Apesar dos ataques a seus ensinamentos, foi nomeado Bispo de Minori em 1546 e, em 1552, Arcebispo de Conza, na província de Nápoles. O Papa Júlio III, sucessor de Paulo III, convocou Politi para Roma, com a intenção, diz Echard, de elevá-lo ao cardinalato, mas ele morreu antes de chegar a Roma. Historiadores e teólogos geralmente consideram Catharinus como um gênio brilhante e excêntrico, que fez muito bem, frequentemente acusado de ensinar doutrinas falsas, mas que sempre se manteve dentro dos limites da ortodoxia. Pallavicini* e outras autoridades declaram positivamente que o Concílio de Trento não condenou suas opiniões singulares. Seu zelo e atividade são universalmente elogiados; ele defendeu a Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem e submeteu todos os seus escritos ao julgamento da Igreja, lamentando, ao final de sua vida, a veemência com que havia combatido o Cardeal Cajetano e o Padre Domingos Soto (Echard). Suas principais obras (para a lista completa, veja Echard) são: "Apologia pro veritate catholicæ et apostolicæ fidei ac doctrinæ, adversus impia ac pestifera Martini Lutheri dogmata" (Florença, 1520); "Speculum hæreticorum" (Lyon, 1541), com dois opúsculos sobre o pecado original e a justificação; "Annotationes in commentaria Cajetani super sacram Scripturam" (Lyon, 1542); "Tractatus quæstionis quo jure episcoporum residentia debeatur" (Veneza, 1547); "Defensio catholicorum pro possibili certitudine gratiæ" (ibid., 1547); "Summa doctrinæ de prædestinatione" (Roma, 1550); "Commentaria in omnes D. Pauli epistolas et alias septem canonicas" (Veneza, 1551); "Disputatio pro veritate immaculatæ conceptionis B. Virginis" (Roma, 1551). Ele também publicou numerosos opúsculos, e.g., sobre a Providência e a predestinação, sobre o estado das crianças que morrem sem batismo; sobre a comunhão para crianças pequenas; sobre o celibato; sobre as Escrituras e sua tradução para a língua vernácula.
Born at Siena, 1483; died at Naples, 1553. At sixteen he became Doctor of Civil and Canon Law (J.U.D.) in the academy of Siena. After visiting many academies in Italy and France he was appointed (1508) a professor at Siena, and had among his pupils Giovanni del Monte, afterwards Pope Julius III, and the celebrated Sixtus of Siena, a converted Jew who esteemed his master, yet severely criticized some of his writings. About 1513 he entered the Order of St. Dominic in the convent of St. Mark, at Florence. He studied Scripture and theology without a master. This may account for his independence, and his defence of opinions which were singular, especially in regard to predestination, the certitude of possessing grace, the residence of bishops in their dioceses, and the intention required in the minister of a sacrament. He was a strenuous defender of the Faith against Luther and his followers; and was prominent in the discussions of the Council of Trent, to which he was called by his former pupil, Cardinal del Monte, legate of Paul III. In the third public session (4 February, 1546), Catharinus pronounced a notable discourse, later published ["Oratio ad Patres Conc. Trid." (Louvain, 1567; Paris, 1672)]. Notwithstanding attacks upon his teaching he was appointed Bishop of Minori in 1546, and, in 1552, Archbishop of Conza, Province of Naples. Pope Julius III, successor of Paul III, called Politi to Rome, intending, says Echard, to elevate him to the cardinalate, but he died before reaching Rome. Historians and theologians generally have regarded Catharinus as a brilliant, eccentric genius, who did much good, was frequently accused of teaching false doctrines, yet always kept within the bounds of orthodoxy. Pallavicini* and other authorities declare positively that the Council of Trent did not condemn his singular opinions. His zeal and activity are universally praised; he defended the Immaculate Conception of the Blessed Virgin, and submitted all his writings to the judgment of the Church, regretting towards the end of his life the vehemence with which he had combatted Cardinal Cajetan and Father Dominic Soto (Echard). His principal works (for complete list see Echard) are: "Apologia pro veritate catholicæ et apostolicæ fidei ac doctrinæ, adversus impia ac pestifera Martini Lutheri dogmata" (Florence, 1520); "Speculum hæreticorum" (Lyons, 1541), with two opuscula on original sin and justification; "Annotationes in commentaria Cajetani super sacram Scripturam" (Lyons, 1542); "Tractatus quæstionis quo jure episcoporum residentia debeatur" (Venice, 1547); "Defensio catholicorum pro possibili certitudine gratiæ" (ibid., 1547); "Summa doctrinæ de prædestinatione" (Rome, 1550); "Commentaria in omnes D. Pauli epistolas et alias septem canonicas" (Venice, 1551); "Disputatio pro veritate immaculatæ conceptionis B. Virginis" (Rome, 1551). He also published numerous opuscula, e.g., on Providence and predestination, on the state of children dying without baptism; on giving communion to young children; on celibacy; on the Scriptures and their translation into the vernacular.
Fontes:
Sources:
- QUÉTIF-ECHARD, Script. Ord. Præd., II (Paris, 1721), 144
- TOURON, Hist. des hommes illustres de l'Ordre de S. Dom., IV (Paris, 1747), 128
- PALLAVICINI, Hist. Conc. Trid.: De int. ministri, De Resid. epis. (Antwerp, 1670
- Cologne, 1717, 1727)
- SIXTUS SENENSIS, Bibliotheca Sancta, Bks. IV, V, VI (Veneza, 1566).
- QUÉTIF-ECHARD, Script. Ord. Præd., II (Paris, 1721), 144
- TOURON, Hist. des hommes illustres de l'Ordre de S. Dom., IV (Paris. 1747), 128
- PALLAVICINI, Hist. Conc. Trid.: De int. ministri, De Resid. epis. (Antwerp, 1670
- Cologne, 1717, 1727)
- SIXTUS SENENSIS, Bibliotheca Sancta, Bks. IV, V, VI (Venice, 1566).