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Thomas Fleming(Thomas Fleming)

Arcebispo de Dublin, filho do Barão de Slane, nasceu em 1593; morreu em 1665. Estudou no Colégio Franciscano de Louvain, tornou-se sacerdote da Ordem Franciscana e, após terminar seus estudos, permaneceu em Louvain por vários anos como professor. Em outubro de 1623, foi nomeado por Urbano VIII para Dublin como sucessor do Arcebispo Matthews. Sua nomeação causou grande ofensa aos opositores das ordens religiosas, e uma amarga campanha foi iniciada contra o novo arcebispo pelo padre Paul Harris, em seu "Olfactório" e outros folhetos. O Arcebispo Fleming convocou e presidiu um sínodo provincial da província de Dublin em 1640. Quando a guerra confederada eclodiu (1641-1642), o arcebispo, embora um homem de paz, sentiu-se obrigado a tomar partido com os Confederados e enviou um procurador para representá-lo no sínodo do clero realizado em Kilkenny (maio de 1642). Mais tarde, quando a assembleia geral foi convocada em Kilkenny para outubro, o arcebispo decidiu comparecer pessoalmente e participar das deliberações. Como era de se esperar de suas origens, e especialmente de sua conexão com a nobreza anglo-irlandesa do Pale, ele se opôs à política "radical" dos Antigos Irlandeses e desejou paz a qualquer custo. Em 1643, foi um dos prelados que assinaram a comissão que autorizava representantes dos Confederados a tratar com Ormond sobre a cessação das hostilidades. Ele também se opôs a Scarampa e Rinuccini, sendo este último fortemente identificado com o partido dos Antigos Irlandeses. Em 1649, quando tudo parecia perdido, e os irlandeses derrotados se confrontaram com Cromwell, uma reconciliação foi realizada com Ormond em um sínodo de bispos, um passo que o Arcebispo Fleming apoiou. Mas mesmo então, o rei Carlos não pôde reconhecer seus verdadeiros amigos, e a aliança foi rompida. O restante da vida do arcebispo foi muito perturbado pela perseguição religiosa promovida pelo governo de Cromwell. Ele morreu em 1655, e a severidade da perseguição pode ser avaliada pelo fato de que até 1669 nenhum sucessor pôde ser nomeado. A diocese foi administrada por vigários até a nomeação de Peter Talbot em 1669.

Archbishop of Dublin, son of the Baron of Slane, b. in 1593; d. in 1665. He studied at the Franciscan College of Louvain, became a priest of the Franciscan Order, and after finishing his studies continued at Louvain for a number of years as professor. In October, 1623, he was appointed by Urban VIII to Dublin as successor of Archbishop Matthews. His appointment gave great offense to opponents of the religious orders, and a bitter onslaught was begun against the new archbishop by the priest Paul Harris, in his "Olfactorium" and other brochures. Archbishop Fleming convened and presided at a provincial synod of the province of Dublin in 1640. When the Confederate war broke out (1641-1642) the archbishop, though rather a man of peace, felt constrained to take sides with the Confederates and despatched a procurator to represent him at the synod of the clergy held in Kilkenny (May, 1642). Later on, when the general assembly was convoked at Kilkenny for October, the archbishop resolved to attend personally and take part in the deliberations. As might be expected from his antecedents, and especially from his connection with the Anglo-Irish nobility of the Pale, he was opposed to the "thorough" policy of the Old Irish, and wished for peace at all costs. In 1643 he was one of the prelates who signed the commission empowering representatives of the Confederates to treat with Ormond for a cessation of hostilities. He also opposed Scarampa and Rinuccini, the later of whom was strongly identified with Old-Irish party. In 1649, when all was lost, and the defeated Irish were confronted with Cromwell, a reconciliation was effected with Ormond at a synod of bishops, a step which Archbishop Fleming favoured. But even then King Charles could not recognize his real friends, and the alliance was broken off. The remainder of the archbishop's life was much disturbed by religious persecution carried on by the government of Cromwell. He died in 1655, and the severity of the persecution may be judged from the fact that until 1669 no successor could be appointed. The diocese was administered by vicars until the nomination of Peter Talbot in 1669.