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Avareza(Covetousness)

Geralmente, um desejo desarrazoado pelo que não possuímos. Nesse sentido, ele difere da concupiscência apenas na noção implícita de não-posse, e assim pode abranger todas as coisas que são procuradas de maneira desordenada. Classificadas sob este título geral, podemos ter a cobiça de honras, ou orgulho; da carne, ou concupiscência propriamente dita; das riquezas, ou cobiça propriamente dita (latim avaritia), ou avareza. Quando a cobiça da carne ou da riqueza tem como objeto aquilo que já é a posse lícita de outra pessoa, ela cai sob a proibição do Nono ou Décimo Mandamento de Deus; e tais desejos, indulgidos deliberadamente, participam, como nos é dito pelo Senhor (Mateus 5), em sua malícia, da natureza dos próprios atos externos. Pois aquele que deliberadamente deseja a posse da esposa ou bens lícitos de outrem já cometeu em seu coração o pecado de adultério ou roubo. Em seu significado específico, a cobiça se refere às riquezas em si mesmas, sejam de dinheiro ou de propriedade, estejam possuídas ou não, e diz respeito menos à sua aquisição do que à sua posse ou acumulação. Assim definida, ela é contada entre os pecados que são chamados capitais, porque é, como diz São Paulo (1 Timóteo 6), a radix omnium peccatorum.

Generally, an unreasonable desire for what we do not possess. In this sense, it differs from concupiscence only in the implied notion of non-possession, and thus may cover all things which are sought after inordinately. Classified under this general head, we may have covetousness of honours, or pride; of the flesh, or concupiscence properly so called; of riches, or covetousness proper (Latin avaritia), or avarice. When covetousness of the flesh or of wealth has for its object that which is already the lawful possession of another, it falls under the ban of the Ninth or Tenth Commandment of God; and such desires, wilfully indulged, partake, as we are told by the Lord (Matthew 5), in their malice, of the nature of the external acts themselves. For he who deliberately desires the possession of another man's lawful wife or goods has already in his heart committed the sin of adultery or theft. In its specific meaning, covetousness looks to riches in themselves, whether of money or of property, whether possessed or not, and pertains less to their acquisition than to their possession or accumulation. Thus defined, it is numbered among the sins which are called capital, because it is, as St. Paul says (1 Timothy 6), a radix omnium peccatorum.

O pecado capital da avareza é, na realidade, mais um vício ou inclinação ao pecado, que é pecaminoso apenas na medida em que deriva da condição ímpia do pecado original na qual nascemos, e porque nos conduz ao pecado. E tão longe está o desejo—natural em todos nós—de adquirir e possuir bens de ser reprovado como ofensivo por Deus, que, se mantido dentro dos limites da razão e da justiça e resistido triunfantemente em suas cobiças desordenadas, é positivamente meritório. Mesmo quando satisfeito, a avareza não é um pecado grave, exceto em certas condições que envolvem ofensa a Deus ou ao próximo, por exemplo, quando alguém está disposto a empregar, ou realmente emprega, meios ilícitos ou injustos para satisfazer o desejo de riquezas, se apega a elas desafiando as exigências rigorosas da justiça ou da caridade, faz delas o fim, e não o meio, da felicidade, ou permite que interfiram seriamente em seu dever para com Deus ou com o homem. Alimentada e desenvolvida em um hábito irrestrito, torna-se a mãe fecunda de toda sorte de perfídia, falta de coração e inquietude.

The capital sin of covetousness is in reality rather a vice or inclination to sin, which is sinful only in that it proceeds from the unholy condition of original sin in which we are born, and because it leads us into sin. And so far is the desire--natural in us all--to acquire and hold possessions from being reproved as offensive by God, that, if kept within the bounds of reason and justice and resisted triumphantly in its inordinate cravings, it is positively meritorious. Even when indulged, covetousness is not a grievous sin, except in certain conditions which involve offence of God or the neighbour, e.g. when one is prepared to employ, or does actually employ, illicit or unjust means to satisfy the desire of riches, holds to them in defiance of the strict demands of justice or charity, makes them the end rather than the means of happiness, or suffers them to interfere seriously with one's bounden duty to God or man. Nourished and developed into an unrestricted habit, it becomes the fruitful mother of all manner of perfidy, heartlessness and unrest.