Evolucionismo
Como a vida se manifesta sob formas diversas, a pergunta fundamental é sobre a origem dessas formas. Elas vinham de uma forma primeira, origem de todas as outras, que por isso seriam apenas transformações da primeira, ou existiriam desde início formas diversas, sem que houvesse entre elas um nexo. Os que aceitaram a primeira colocação chamaram-se transformistas; os segundos, fixistas. Os primeiros receberam o nome genérico de evolucionistas, e os segundos de não-evolucionistas. Ambas aceitam, no entanto, no ser, a influência de fatores internos e externos.
Os que aceitam a evolução são os evolucionistas. Admitem alguns a influência dos fatores internos, que explicariam as mutações endógenas com seleção súbita, como os mutacionistas, interatuados pelos fatores externos (interatuação dos fatores internos e externos). Quando se admite apenas a atuação dos fatores externos temos a posição de Lamarck, o lamarquismo. Entre os não-evolucionistas, que aceitam, no entanto, modificações que nada mais são que a realização das possibilidades da espécie que emergem por fatores internos, temos a posição da teoria da emergência, criacionistas e vitalistas. Admitindo-se que essas modificações já estão contidas como possibilidades específicas, que surgem pela ação dos fatores externos, temos as posições dos fixistas em geral, dos preformistas, que não admitem saltos de uma espécie para outra, apenas o desenvolvimento das possibilidades específicas.