Psicologia Evolucionista
No século XIX houve uma tendência em fundir todas as ciências em uma só. Tal impulso foi estimulado pela filosofia da evolução e pela teoria da unidade das forças físicas, que era quase um verdadeiro axioma, um princípio cuja verdade quase ninguém punha em dúvida. Assim a matéria inorgânica torna-se orgânica, através dos seres inferiores até chegar aos seres superiores, inclusive o homem. Teoria de Spencer, Haeckel, Darwin entre outros.
Dessa forma, os elementos da consciência humana já estavam dados, desde toda eternidade, e chegou-se até a admitir a consciência dos átomos, forma mais elementar da consciência. A consciência era imanente à existência; já estava contida em todo o ser existente. Consequentemente a consciência humana seria a soma das consciências dos átomos que formam o homem. A ininteligibilidade dessa teoria (a psicologia evolucionista) é evidente. O transferir a consciência humana para a consciência nos átomos é um recurso que a concepção unitária e a teoria de que na natureza não há soluções de continuidade, tinham fatalmente que gerar. Dessa forma, a consciência era compreendida dentro da homogeneidade, à qual se procurava reduzir tudo, embora não fosse quantitativa, espacial, e sim qualitativa, temporal, psicológica. O geral e o particular, o simples e o composto, os processos alternativos, observáveis depois, constituíam novos problemas ainda não solucionados. Deste modo, os problemas da psicologia não podem ter uma solução fácil, pois além de ser uma disciplina jovem, o seu campo de investigação é muito vasto e de difíceis generalizações em face do heterogêneo dos resultados. E isto porque o fato psicológico é individual, heterogêneo, qualitativo.