Psicologismo
É freqüente entre os lógicos do século passado e deste, inclusive filósofos, a preocupação em reduzir a lógica à psicologia, isto é, em considerar os pensamentos como meros dados psíquicos. A esta tendência se chama psicologismo, assim como biologismo é a tendência em reduzir os fenômenos psíquicos à biologia, e materialismo, a reduzir-se o biológico à matéria. O psicologismo lógico defende a opinião de que a lógica se apoia na psicologia ou é desta dependente. Os lógicos que não aceitam esta opinião argumentam: os objetos lógicos não são objetos empíricos, mas idéias. Em segundo lugar, as leis da lógica são leis universais, construídas a priori, e não generalizações indutivas, ou seja, construídas da observação dos fatos particulares para atingir o geral. Assim as leis indutivas são generalizações, que têm um alto grau de probabilidade, mas nunca podem ser afirmadas como absolutamente certas, enquanto as da lógica oferecem uma evidência que nada pode destruir. As leis indutivas são formuladas a posteriori, quer dizer, após a observação dos fatos particulares para chegar a uma generalização. Fundam-se, portanto, na temporalidade, pois são leis de um acontecer no tempo, enquanto as leis da lógica como as da matemática não dependem do tempo. As razões são ponderáveis, mas devemos também considerar as que são oferecidas pelos que defendem a redução da lógica à psicologia. Estes, por exemplo, afirmam que os dados lógicos são perfeitamente explicáveis pela psicologia, e se nos parecem processar-se fora do tempo, é apenas resultado de uma abstração que leva a colocar os pensamentos fora do tempo. Atualmente esta é uma tendência bastante acentuada.