Princípio
O termo princípio, etimologicamente considerado, tem o sentido lato de começo, origem. E é essa origem que serve para explicar o ente. Os princípios físicos, que não devem ser confundidos com os da física, pois aqui englobamos também os biológicos, são os elementos últimos do mundo material, que encontramos no começo de qualquer ente. Assim quando os antigos simbolizavam-no como um princípio líquido, como a água ou, entre os modernos, ao explicá-lo pelos átomos com elétrons e prótons, temos exemplos claros do que sejam tais princípios. Os princípios lógicos são o de identidade, o de não-contradição, o do terceiro excluído, etc.
Os princípios metafísicos, que não são dados pela intuição sensível, são exigências da razão para explicar os fatos da experiência, que não se distinguem real-fisicamente, como o oxigênio do hidrogênio na água, mas que coincidem no ente concreto, como ato e potência, forma e matéria, etc.
Eles são dicotomizados pela ontologia em: 1) princípios intrínsecos; 2) princípios extrínsecos. Para determinar quais são os intrínsecos, partimos da experiência e os distinguimos metafisicamente, pois são inerentes ao próprio ente enquanto tal. Assim as dualidades potência e ato, essência e existência, matéria e forma. Não são tais dualismos distintos real-fisicamente uns dos outros, mas real-metafisicamente, pois assim como a potência limita o ato, como a matéria limita a forma, também o ato atua sobre a potência e a forma sobre a matéria. Intitulam-se princípios extrínsecos dos seres aqueles poderes, cuja ação permite a atualização do que é intrínseco no ente. Por exemplo, as modificações da técnica, que atuam como princípios extrínsecos em modificações na produção, ou os fatores meteorológicos que influem sobre a germinação de sementes, etc.