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Física

Física

(do gr. physis, natureza). Para os gregos, era o que surge, o que nasce, o que provém de algo, do verbo phyô, que significa nascer. As primeiras investigações filosóficas exotéricas dos gregos cingiam-se aos fatos físicos, aos fatos da natureza, como se pode ver pelos tratados (Peri Physeôs, Sobre as coisas físicas), de inúmeros autores, entre eles Aristóteles. Com os gregos, e durante o período medieval com a escolástica, a física permaneceu dentro do campo da filosofia.

Foi do Renascimento em diante, fase diacrítica do pensamento (vide Crise), que a física, separando-se da filosofia, tornou-se um dos ramos das chamadas ciências naturais, com objeto próprio, formal e material. Atualmente é a ciência que se dedica (ao lado da química; daí físico-química) a estudar os fenômenos do ente móvel; em suma, microscópica e macroscopicamente, os fenômenos dos seres corpóreos e de todas as suas relações e modais, como a gravitação, a pressão, o calor, a luz, o som, o magnetismo, a eletricidade, a radioatividade, etc. Inúmeros são os problemas filosóficos que surgem para a física atual, problemas que dizem relação com os fatos biológicos, matemáticos e também com os aspectos metafísicos, como os temas da materialidade, da corporeidade e da incorporeidade.

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