Moral
Os antropologistas propõem os termos: etografia, a descrição dos costumes dos diversos povos e lugares, e etologia, ao seu fundamento histórico e psicológico. Se se considera a moral como a ciência normativa dos costumes, tendemos a confundi-la com a política. Os costumes são as maneiras exteriores de se conduzirem as coletividades. É inseparável da ética humana a conduta interior, a intenção. O Estado pode regular as maneiras exteriores e estas cabem à política.
Foulquié propõe a definição: "a moral é o sistema de regras de conduta que deve seguir o homem para viver de acordo com a sua natureza". É um sistema porque é uma construção lógica. Não é uma simples coletânea, mais ou menos organizada, dos imperativos e conselhos morais, como o faz a etografia, que é meramente descritiva. É um sistema de regras de conduta, pois é uma ciência prática e normativa, que indica como viver de acordo com a sua natureza.
Apesar de muitos filósofos não saberem precisar o que é a natureza humana e escamotearem o problema, sabemos que ela é o composto das substâncias primeira (a matéria-corpo) e substância segunda (forma-racionalidade). A moral é o conjunto das regras que indicam ao homem como viver de acordo com a sua natureza. E esse conjunto de regras são apropriadas, ora a uma função, ora a um grupo social, ora a todos. Assim, ética profissional, ética do engenheiro, ética do médico, ética do soldado, propriamente quer-se referir à moral de tais profissões.