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Ego-Altruísmo

Ego-altruísta

Para as concepções ego-altruístas, o fim da vida é o prazer, mas é preciso verificar que o interesse confunde-se com o bem geral. A máxima moral dos ego-altruístas consiste em apontar ao homem a obtenção da maior soma de prazer em maior número possível. Bentham, na sua Deontologia (de deon, em grego dever-ser), afirmava que o princípio dos governantes é oferecer a maior soma de felicidade ao maior número. A felicidade, para ele, consiste na ausência do sofrimento e na maior soma de prazer e de bem-estar para todos. Os prazeres são medidos pela sua intensidade, duração, certeza e proximidade ou afastamento. Estender o prazer ao maior número é a sua regra, mas a sua moral é uma moral calculista, facilmente refutável. Nem todos procedem apenas buscando o seu prazer. Há sacrifícios ante um ideal, ante o dever. Ademais, funda-se na harmonia entre os interesses individuais, o que não é verdadeiro. É impossível estabelecer uma aritmética dos prazeres, pois estes variam segundo o temperamento e o caráter das pessoas humanas.

Para Stuart Mill, fundador do utilitarismo, o fim do homem é o prazer. Mas é tendentemente mais altruísta que Bentham, pois reconhece que a mera busca daquele é decepcionante. Vide Ética.

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