Método de concordância
Processo de usar um certo número de casos (exemplos) em que duas circunstâncias voltam a aparecer juntas, para inferir uma conexão real entre essas circunstâncias que, ordinariamente, é a de causa e efeito. Se, por exemplo, o restabelecimento de um enfermo várias vezes é contemporâneo com a tomada de uma certa droga, essa simultaneidade autoriza a considerar uma dessas circunstâncias como a causa da outra. É este um dos métodos de indução, propostos por Stuart Mill: se dois ou mais casos de um fenômeno em foco têm uma só circunstância em comum, essa única circunstância a respeito da qual todos os casos são semelhantes é a causa (ou o efeito) do respectivo fenômeno.
Para o pensamento atual esse método perde uma boa parte do seu crédito e de sua aplicabilidade, devido ao reconhecimento de uma pluralidade de causas (vide Causa) e pelas condições inviáveis de uma experiência não analisada. Stuart Mill estabeleceu: "Se dois ou mais casos, nos quais um fenômeno se produz, têm somente uma circunstância em comum, ao passo que dois ou mais casos nos quais não se produz, têm nada em comum senão a ausência dessa mesma circunstância em comum, então, essa única circunstância, respeito da qual as duas séries de casos diferem, é o efeito, a causa, ou uma parte necessária da causa do respectivo fenômeno".