Antinomia
Durkheim estabelece que, no Estado, há uma antinomia:
De um lado está a unificação, a tendência para a forma integral no espaço e no povo, a qual se serve dos meios do poder, sendo o Estado que daí resulta, apenas meio para o fim da síntese social. Mas, de outro lado, está a elaboração de uma ordem suprema, predominante, que supera todos os outros sistemas de ordem e, assim, entra, isto é, tem de entrar no mais grave conflito com certas funções e objetivações das culturas parciais
Esta antinomia é naturalmente insolúvel, porque há sempre um conflito entre a tensão do Estado, como estrutura separada da sociedade e as exigências reivindicatórias dos grupos que constituem o conjunto social.