Quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Santa Dulce Lopes Pontes, virgem
Tempo Comum19ª SemanaAno ACor: Branco
Ez 12,1-12 • Sl 77(78),56-57.58-59.61-62 • Mt 18,21-19,1
PRIMEIRA LEITURA
Prepara para ti uma bagagem de exilado, em pleno dia, à vista deles.
Leitura da Profecia de Ezequiel 12,1-12
A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:
"Filho do homem, estás morando no meio de um povo rebelde. Eles têm olhos para ver e não veem, ouvidos para ouvir e não ouvem, pois são um povo rebelde.
Quanto a ti, Filho do homem, prepara para ti uma bagagem de exilado, em pleno dia, à vista deles. Emigrarás do lugar onde estás, à vista deles, para outro lugar. Talvez percebam que são um povo rebelde.
Deverás tirar a bagagem em pleno dia, à vista deles, como se fosse a bagagem de um exilado. Mas deverás sair à tarde, à vista deles, como quem vai para o exílio.
À vista deles deverás cavar para ti um buraco no muro, pelo qual sairás;
deverás carregar a bagagem nas costas e retirá-la no escuro. Deverás cobrir a face para não ver o país, pois eu fiz de ti um sinal para a casa de Israel".
Eu fiz assim como me foi ordenado. Tirei a bagagem durante o dia, como se fosse a bagagem de exilado; à tarde, abri com a mão um buraco no muro. Saí ao escuro, carregando a bagagem às costas, diante deles.
De manhã, a palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:
"Filho do homem, não te perguntaram os da casa de Israel, essa gente rebelde, o que estavas fazendo?
Dize-lhes: Assim fala o Senhor Deus: Este oráculo refere-se ao príncipe de Jerusalém e a toda a casa de Israel que está na cidade.
Dize: Eu sou um sinal para vós. Assim como eu fiz, assim será feito com eles: irão cativos para o exílio.
O príncipe que está no meio deles levará a bagagem às costas e sairá ao escuro. Farão no muro um buraco para sair por ele. O príncipe cobrirá o rosto para não ver com seus olhos o país".
℣. Palavra do Senhor.
℟. Graças a Deus.
Salmo responsorial
Sl 77(78),56-57.58-59.61-62 (R. cf.
℟. Das obras do Senhor não se esqueçam.
Mesmo assim, eles tentaram o Altíssimo, * recusando-se a guardar os seus preceitos.
Como seus pais, se transviaram, e o traíram * como um arco enganador que volta atrás;
irritaram-no com seus lugares altos, * provocaram-lhe o ciúme com seus ídolos.
Deus ouviu e enfureceu-se contra eles, * e repeliu com violência a Israel.
Entregou a sua arca ao cativeiro, * e às mãos do inimigo a sua glória;
fez perecer seu povo eleito pela espada, * e contra a sua herança enfureceu-se.
Aclamação ao Evangelho
Sl 118 (119),135
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos!
EVANGELHO
Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 18,21-19,1
Naquele tempo,
Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?"
Jesus respondeu: "Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados.
Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna.
Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida.
O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: 'Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo'.
Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida.
Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: 'Paga o que me deves'.
O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: 'Dá-me um prazo! E eu te pagarei'.
Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia.
Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo.
Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: "Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste.
Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?"
O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida.
É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão".
℣. Palavra da Salvação.
℟. Glória a Vós, Senhor.