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François Vavasseur(François Vavasseur)

Humanista e controversista, nasceu em Paray-le-Monial, 8 de dezembro de 1605; faleceu em Paris, 16 de dezembro de 1681. Entrou na Companhia de Jesus em 25 de outubro de 1621, lecionou humanidades e retórica por sete anos, depois teologia positiva e Escritura em Bourges, e mais tarde em Paris. Seu primeiro trabalho foi uma paráfrase do Livro de Jó em hexâmetras latinos (1637), retomada e acompanhada por um comentário em 1679. Publicou também "Theurgicon" (1644), sobre os milagres de Cristo, "Elegiarum liber" (1656), "De ludicra dictione" (1656); participou ativamente da controvérsia jansenista ("Cornelius Jansenius Iprensis suspectus", Paris, 1650), e defendeu-se da acusação de ter escrito panfletos sobre o caso Calaghan (De libello supposititio dissertatio, 1653). Neste último escrito, definiu com precisão o estilo dos escritores de Port-Royal antes dos "Provinciales", um estilo monótono, incolor e sem alívio, sobrecarregado de períodos complicados. Escreveu uma crítica aguda e erudita do "Epigrammatum delectus" de Port-Royal (1659), "De epigrammate liber et epigrammatum libri tres" (1669), demonstrando um conhecimento delicado e sólido de Catulo, Marcial e da antologia grega. Ele era sensível a esse assunto e entrou em desacordo com seu confrade Rapin, que havia praticamente declarado que nenhum moderno tinha escrito um bom epigrama (Remarques sur les nouvelles réflexions du R.P. Rapin Jésuite, touchant la poétique, 1675). De Lamoignon, protetor de Rapin, fez com que o panfleto de Vavasseur fosse suprimido. "O Père Vavasseur era um homem erudito, um daqueles espíritos críticos e severos que encontram algo para criticar até mesmo nas boas obras, e que não deixam nada passar" (Sainte Beuve, "Port-Royal", III, 528). Suas outras obras incluem sermões, um comentário sobre Oséias e uma dissertação sobre a beleza de Cristo. Todos os seus escritos foram coletados por Jean le Clerc (Amsterdã, 1709). Seus escritos em latim haviam aparecido anteriormente em Paris (1683).

Humanist and controversialist, b. at Paray-le-Monial, 8 Dec., 1605; d. at Paris, 16 Dec., 1681. He entered the Society of Jesus, 25 Oct., 1621, taught humanities and rhetoric for seven years, then positive theology and Scripture at Bourges, and later at Paris. His first work was a paraphrase of the Book of Job in Latin hexameters (1637), resumed and accompanied by a commentary in 1679. He published also "Theurgicon" (1644), on the miracles of Christ, "Elegiarum liber" (1656), "De ludicra dictione" (1656); took an active part in the Jansenistic controversy ("Cornelius Jansenius Iprensis suspectus", Paris, 1650), and defended himself against the charge of having written pamphlets concerning the Calaghan affair (De libello supposititio dissertatio, 1653). In this last writing he defined accurately the style of the Port-Royal writers before the "Provinciales", a monotonous, colourless, unrelieved style, burdened with complicated periods. He wrote a sharp and learned criticism of the "Epigrammatum delectus" of Port-Royal (1659), "De epigrammate liber et epigrammatum libri tres" (1669), showing delicate and solid knowledge of Catullus, Martial, and the Greek anthology. He was sensitive on this subject and took issue with his confrere Rapin, who had practically declared that no modern had written a good epigram (Remarques sur les nouvelles réflexions du R.P. Rapin Jésuite, touchant la poétique, 1675). De Lamoignon, Rapin's protector, had Vavasseur's pamphlet suppressed. "Pere Vavasseur was a learned man, one of those critical and severe minds which find something to bite even in good works, and which let nothing pass" (Sainte Beuve, "Port-Royal", III, 528). His other works include sermons, a commentary on Osee, and a dissertation on the beauty of Christ. All his writings were collected by Jean le Clerc (Amsterdam, 1709). His Latin writings had appeared previously in Paris (1683).


Fontes:

Sources:

  • SOMMERVOGEL, Biblioteca da Companhia de Jesus, VIII (Paris, 1898), 499
  • SAINTE-BEUVE, Porto Real, III, 49, 28, 625.
  • SOMMERVOGEL, Bibl. de la compagnie de Jesus, VIII (Paris, 1898), 499
  • SAINTE-BEUVE, Port Royal, III, 49, 28, 625.