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Conde Leopoldo Cicognara(Count Leopoldo Cicognara)

Político, escritor sobre arte e colecionador de antiguidades italianas, nasceu em Ferrara em 26 de novembro de 1767; faleceu em Veneza em 5 de março de 1834. Ele tinha trinta anos quando a pressão das circunstâncias, as campanhas de Bonaparte na Itália e a esperança de um risorgimento em seu país o levaram à vida pública. Um ardente apoiador da República Cisalpina, foi membro do corpo legislativo em Milão (1798), ministro em Turim (1799), deputado ao Congresso de Lyon (1801) e também Conselheiro de Estado. Sendo posteriormente implicado na conspiração de Ceroni, o Conde Cicognara foi mantido prisioneiro em Milão e exilado para Como e Florença, mas foi finalmente restituído às suas funções e enviado a Bolonha em uma missão diplomática. No entanto, no início do Império, ele se retirou da carreira pública na qual havia vivido tantas mudanças de fortuna, tendo então apenas trinta e oito anos.

Politician, writer on art, and collector of Italian antiquities, born at Ferara 26 November, 1767; died at Venice, 5 March, 1834. He was thirty years old when pressure of circumstances, Bonaparte's campaigns in Italy, and the hope of a risorgimento in his country drove him in public life. An ardent supporter of the Cisalpine Republic, he was a member of the legislative body at Milan (1798), minister to Turin (1799), deputy to the Congress of Lyons (1801), and also Councillor of State. Being subsequently implicated in the Ceroni conspiracy, Count Cicognara was held prisoner at Milan and exiled to Como and Florence, but was finally restored to his functions and sent to Bologna on a diplomatic mission. However, at the beginning of the Empire he retired from the public career in which he had experienced such changes of fortune, being then only thirty-eight.

Desde então, dedicou-se sem reservas às belas artes. Amigo de infância de Canova, aluno de Corvi e do paisagista Hackert, ele combinou amplo conhecimento e um gosto altamente cultivado com conhecimento prático, e suas dissertações sobre o belo "Del Bello, ragiomenti sette" (Florença, 1808) atraíram atenção. A Academia de Belas Artes havia sido recentemente fundada em Veneza, e Cicognara foi nomeado seu diretor, cargo que ocupou até 1827. Foi durante esta longa administração, que sempre redobrará sua glória, que o admirável museu foi estabelecido, como é hoje. Enquanto isso, ele concluiu sua grande história da escultura (Storia delta scultura, Veneza, 1813-1818, 3 vols. fol. com 131 placas), trabalho projetado para complementar os de Winckelmann e Seroux d'Agincourt, e conquistou para seu autor um assento de membro estrangeiro no Instituto da França. É, no entanto, menos valioso do que sua publicação magistral sobre as manufaturas e monumentos de Veneza (2 vols. fol. 1815-20; uma nova edição aumentada, 1833-40 com 250 placas, texto em italiano e francês), na qual Cicognara se mostrou um erudito historiador das antiguidades da cidade, e o digno e indispensável precursor de Ruskin e suas "Pedras de Veneza".

From that time on he devoted himself unreserved to the fine arts. A friend from childhood of Canova, a pupil of Corvi and of the landscape-painter Hackert, he combined extensive knowledge and a highly cultivated taste with practical knowledge, and his dissertations on the beautiful "Del Bello, ragiomenti sette", (Florence, 1808) attracted attention. The Academy of Fine Arts had just been founded in Venice, and Cicognara was appointed its director, a post which he held until 1827. It was during this long administration, which must ever redound to his glory, that the admirable museum was established, about as it is today. Meanwhile he finished his great history of sculpture (Storia delta scultura, Venice, 1813-1818, 3 vols. fol. with 131 plates), work designed to complete those of Winckelmann and Seroux d'Agincourt, and won its author foreign member's seat in the Institute of France. It is, however, less valuable than his masterful publication on the manufactures and monuments of Venice (2 vols. fol. 1815-20; a new, augmented edition, 1833-40 with 250 plates, Italian and French text), in which Cicognara showed himself a learned historian of the city's antiquities, and the worthy and indispensable precursor of Ruskin and his "Stones of Venice".

O catálogo analítico ("Catalogo ragionato dei libri d'arte", Pisa, 1821), que ele fez de sua biblioteca e vendeu ao papa em 1824, ainda é um modelo de bibliografia. Ao final de sua vida, Cicognara se tornou um entusiasta do niello e escreveu uma memória que desde então se tornou um clássico (Memorie spettanti alla storia della calcografia, Prato, 1831, com atlas). A publicação deste tratado gerou uma demanda tão grande por esse tipo de esmalte que muitas peças falsas foram fabricadas e vendidas como parte da coleção do conde, e o próprio Cicognara foi, em consequência, acusado de falsificação. Mas críticos modernos o exoneraram. Seu último entusiasmo teve como objeto gravuras raras, com as quais sua busca por curiosidades o tornou extraordinariamente familiar; ele coletou mais de 3000 pertencentes aos séculos XV e XVI, e após sua morte, foram catalogadas por seu sobrinho, Conde Nanetti, e Ch. Albrizzi, sob o título "O Primeiro Século da Calcografia" (Veneza, 1837).

The analytical catalogue ("Catalogo ragionato dei libri d'arte", Pisa, 1821), which he made of his library and sold to the pope in 1824, is still a model of bibliography. Towards the close his life Cicognara became an enthusiast for niello, and wrote a memoir which has since remained a classic (Memorie spettanti alla storia della calcognafia, Prato, 1831, with atlas). The appearance of this treatise created such a demand for this kind of enamel that many spurious pieces were manufactured and sold as part of the Count's collection, and Cicognara himself was, in consequence, accused of counterfeiting. But modern critics have exonerated him. His last enthusiasm had for its object rare engravings, with which his curio-hunting had made him singularly familiar; he collected over 3000 belonging to the fifteenth and sixteenth centuries, and after his death they were catalogued by his nephew, Count Nanetti, and Ch. Albrizzi, under the title, "The First Century of Calcography" (Venice, 1837).