Um cardeal francês, escritor e estadista, nascido em 1748 em Pondichery, onde seu pai ocupava um cargo administrativo; faleceu em Paris, 1824. Estudou na França no colégio dos jesuítas "Collège de la Flèche" e em St. Sulpice. Ordenado sacerdote, tornou-se vigário-geral em Aix em 1772; administrador de Digne, 1778; Bispo de Alais, em Languedoc, 1784. Embora membro proeminente da Assembleia dos Notáveis de Languedoc em 1786 e em 1788, não foi delegado aos Estados Gerais de 1789. Em 1791, Bausset foi um dos primeiros bispos a endossar a "Exposition of Principles on the Civil Constitution of the Clergy". Recusou-se a prestar o juramento e partiu para a Suíça. Retornando à França em 1792, foi encarcerado, mas libertado com a queda de Robespierre (9 Termidor). Retirou-se então para Villemoison, onde iniciou sua carreira literária. Após a Concordata de 1801, Bausset renunciou alegremente sua sé às mãos de Pio VII. Problemas de saúde impediram sua nomeação para uma das novas dioceses, mas Napoleão nomeou-o cônego de Saint-Denis (1806) e membro do conselho da Universidade da França (1808). Durante a Restauração, tornou-se presidente do conselho da Universidade e par do reino (1815); Membro da Academia Francesa (1816); Cardeal (1817) e Ministro de Estado (1821). A valiosa biblioteca e manuscritos de Bausset foram legados a St. Sulpice.
A French cardinal, writers, and statesman, b. in 1748 at Pondichery, where his father held an administrative position; d. in Paris, 1824. He studied in France at the Jesuit "College de la Fleche" and at St. Sulpice. Ordained priest, he became vicar-general at Aix in 1772; administrator of Digne, 1778; Bishop of Alais, in Languedoc, 1784. Although a prominent member of the Assembly of Notables of Languedoc in 1786 and in 1788, he was not delegated to the Etats Generaux of 1789. In 1791, Bausset was one of the first bishops who endorsed the "Exposition of Principles on the Civil Constitution of the Clergy". He declined to take the oath and passed to Switzerland. Returning to France in 1792, he was incarcerated, but set free when Robespierre fell (9 Thermidor). He then returned to Villemoison, where he began his literary career. After the Concordat of 1801 Bausset cheerfully resigned his see into the hands of Pius VII. Ill health prevented his appointment to one of the newly-formed sees, but Napoleon made him a canon of St. Denis (1806) and a member of the council of the University of France (1808). Under the Restoration, he became president of the University council and peer of the realm (1815); Member of the French Academy (1816); Cardinal (1817), and Minister of State (1821). The valuable library and manuscripts of Bausset were bequeathed to St. Sulpice.
A carreira de Bausset como educador e estadista não merece nota especial; ele foi mais guiado do que guiou a política dos dois regimes sob os quais serviu. De sua pena temos, além de vários escritos menores, "Exposé des principes sur le serment", com uma longa introdução de Emery (Paris, 1796); "Notices historiques" sobre o Cardeal Boisgelin e Talleyrand (Paris, 1821); duas biografias consideráveis: "Histoire de Fénelon" (Versalhes, 1809; Paris, 1823; ed. Migne, 1826) e "Histoire de J.-B. Bossuet, évêque de Meaux" (Paris, 1814, 1819; Versalhes, 1821; Besançon, 1847). Os documentos originais sobre Fénelon ele obteve do Abbé Emery, Superior de Saint-Sulpice. Os manuscritos de Bossuet, ainda não adquiridos pela Biblioteca Nacional, ele tomou emprestados de Lamy, um livreiro em cujas mãos haviam caído. A pureza de seu estilo valeu a Bausset o prêmio decenal concedido pelo Instituto da França à melhor biografia. No entanto, essa mesma pureza frequentemente se transforma numa monotonia cansativa que não consegue sugerir nem as qualidades cativantes do caráter de Fénelon nem a elevação da Águia de Meaux. Como historiador, Bausset carece de perspicácia crítica e imparcialidade judicial. Sua "Histoire de Fénelon" é tanto um panegírico que, especialmente na delicada e intrincada questão do movimento quietista, precisa ser complementada e corrigida por obras como as de Griveau e de Crouslé. Diz-se que a "Histoire de Bossuet" foi escrita como compensação pela parcialidade que Bausset havia mostrado para com Fénelon; se assim foi, Bausset teve uma maneira estranha de reabilitar o assunto de sua segunda biografia, elogiando o galicanismo de Bossuet de um modo que o próprio Bossuet, atormentado em seus últimos anos pela "Defensio cleri gallicani", não teria desejado que fosse elogiado. Brunetière chama a "Histoire de Bossuet" de Bausset de "a mais francamente galicana de todas".
The career of Bausset as educator and statesman deserves no special notice; he was guided by, more than he guided, the policy of the two regimes under which he served. From his pen we have, besides several minor writings, "Exposé des principes sur le serment", with a long introduction by Emery (Paris, 1796); "Notices historiques" on Cardinal Boisgelin Talleyrand (Paris, 1821); two considerable biographies: "Histoire de Fénelon" (Versailles, 1809; Paris, 1823; ed. Migne, 1826) and "Histoire de J.-B. Bossuet, évêque de Meaux" (Paris, 1814, 1819; Versailles, 1821; Besançon, 1847). The original documents concerning Fénelon he had from the Abbé Emery, Superior of Saint-Sulpice. Bossuet's manuscripts, not yet purchased by the National Library, he borrowed from Lamy, a bookseller into whose hands they had fallen. The purity of his style won for Bausset the decennial prize awarded by the Institute of France to the best biography. Still, that very purity often passes into a tiresome sameness which fails to suggest either the winning qualities of Fénelon's character or the elevation of the Eagle of Meaux. As a historian, Bausset fails in critical acumen and judicial impartiality. His "Histoire de Fénelon" is so much of a panegyric that, especially in the delicate and intricate question of the Quietist movement, it needs to be supplemented and corrected by such works as those of Griveau and of Crouslé. It is said that the "Histoirede Bossuet" was written as an offset against the partiality which Bausset had shown to Fénelon; if so, Bausset had a strange way of rehabilitating the subject of his second biography, praising Bossuet's Gallicanism as Bossuet himself, tormented in his last years by the "Defensio cleri gallicani", would not have wished it praised. Brunetière calls Bausset's "Histoire of Bossuet" "la plus franchement gallicane de toutes".
Fontes:
Sources:
- Villeneuve-Bargement, Notícia histórica sobre o Cardeal Bousset (Marselha, 1824)
- Dussault, Anais literários, (Paris, 1818), t. IV.
- Villeneuve-Bargement, Notice historique sur le Cardinal Bousset (Marseilles, 1824)
- Dussault, Annales litteraires, (Paris, 1818), t. IV.