Um teólogo e pregador dominicano, nascido em Martres, no departamento de Alto Garona, França, em 17 de maio de 1604; falecido em Paris, em 21 de janeiro de 1674. Aos dezessete anos de idade, transferiu-se do colégio dos jesuítas em Toulouse para o convento dominicano de São Tomás na mesma cidade. Ali fez sua profissão religiosa em 16 de maio de 1622, completou seu curso de filosofia e teologia e ensinou essas disciplinas. Já em 1634 era primeiro professor em seu convento e doutor conventual na Universidade de Toulouse. Rara erudição, profundidade de pensamento e clareza de exposição lhe granjearam a reputação de um dos principais teólogos da França. Enquanto cumpria seus deveres professorais, pregou cursos de sermões quaresmais nas principais igrejas de Toulouse, Avignon, Bordeaux e outras cidades do sul da França. A convite dos bispos do Languedoc, pregou em todas as suas dioceses durante dez anos, revivendo a fé dos católicos, elevando seus costumes e combatendo os erros dos calvinistas, com cujos ministros frequentemente se envolvia em debates públicos, às vezes em seus sínodos públicos. Publicou um resumo dessas controvérsias sob o título "L'heresie convaincue" (Paris, 1668). De seus sermões para congregações católicas, temos apenas os pregados em Paris em 1658 e 1659 (Paris, 1660), discursos doutrinais e panegíricos possuindo grande mérito intelectual, compostos no estilo forçado e na maneira de sua época. No púlpito, o Padre Baron era sempre um mestre; mas, embora atento à formação das mentes de seus ouvintes, conquistava seus corações com seu desinteresse, sinceridade e caridade. De 1630 a 1659, exerceu o cargo de prior nos conventos de Toulouse (duas vezes), Rhodez, Castres, Albi, Avignon e no noviciado geral em Paris, sempre promovendo as reformas nos estudos e na observância religiosa inauguradas por Sebastian Michaelis nos primeiros anos do século. Em 1660, tendo recusado o cargo de provincial na Província de Toulouse, foi enviado pelo mestre-geral de sua ordem para fazer uma visitação canônica dos conventos portugueses. Ao retornar a Paris, dedicou-se durante os catorze anos restantes de sua vida à composição de obras teológicas.
A Dominican theologian and preacher, b. at Martres, in the department of the Haute-Garonne, France, 17 May, 1604; d. in Paris, 21 January 1674. At the age of seventeen he passed form the college of the Jesuits in Toulouse to the Dominican convent of St. Thomas in the same city. There he made his religious profession, 16 May, 1622, completed his course in philosophy and theology, and taught these branches. As early as 1634 he was first professor in his convent and conventual doctor in the University of Toulouse. Rare erudition, depth of thought, and clearness of exposition earned for him the reputation of being one of the leading theologians of France. While discharging his professorial duties he delivered courses of Lenten sermons in the principal churches of Toulouse, Avignon, Bordeaux, and other cities of Southern France. Upon the invitation of the bishops of Languedoc he preached throughout their dioceses for ten years, reviving the faith of Catholics, elevating their morals, and combating the errors of the Calvinists, with whose ministers he frequently joined in open debate, sometimes in their public synods. He published an abridgment of these controversies under the title "L'heresie convaincue" (Paris, 1668). Of his sermons to Catholic congregations we have only those preached at Paris in 1658 and 1659 (Paris, 1660), doctrinal discourses and panegyrics possessing much intellectual merit, composed in the forced style and manner of his age. In the pulpit Father Baron was always a teacher; but while intent upon forming the minds of his hearers he won their hearts by his disinterestedness, sincerity, and charity. From 1630 to 1659 he filled the office of prior in the convents of Toulouse (twice), Rhodez, Castres, Albi, Avignon, and in the general novitiate in Paris, always promoting the reforms in study and religious observance inaugurated by Sebastian Michaelis in the first years of the century. In 1660, having declined the office of provincial in the Province of Toulouse, he was sent by the master-general of his order to make a canonical visitation of the Portuguese convents. On his return to Paris he devoted himself during the remaining fourteen years of his life to the composition of theological works.
Suas produções mais importantes foram escritas para satisfazer o desejo expresso pelo Papa Alexandre VII aos Dominicanos reunidos em capítulo geral em Roma em 1656, de que publicassem um curso de teologia moral conforme à doutrina de São Tomás, corrigindo assim a laxidão dos costumes encorajada por certos casuístas. Essas obras foram: (1) "Theologiae Moralis adv. Laxiores probabilistas pars prior" (Paris, 1665); (2) "Manuductionis ad Moralem Theologiam pars altera" (Paris, 1665); (3) "Theologia moralis Summa bipartita" (Paris, 1667). Nessas obras, embora condenando opiniões que pareciam muito laxas e censurando outras que pareciam muito rigorosas, defendeu com habilidade o sistema do Probabiliorismo. Com o famoso crítico Jean de Launoy esteve longo tempo em controvérsia sobre a "Summa Theologica" de Santo Tomás de Aquino, cuja autenticidade defendeu com destaque, embora não a tenha demonstrado, como fizeram posteriormente outros escritores. O manuscrito de uma obra intitulada "Apologia pro sacra congregatione Indicis", tendo sido publicado com alterações feitas por um estranho, que lhe trouxeram a condenação da Sagrada Congregação, ele prometeu uma nova edição, que foi incorporada em sua obra "SS. Augustini et Thomae vera et una mens de libertate humana" (Paris, 1666). Outra obra valiosa é sua "Libri V apologetici pro religione, utraque theologia, moribus ac juribus Ord. Praed." (Paris, 1666). No momento de sua morte, estava ocupado com um curso completo de teologia intitulado "D. Thomas sui Interpres". Desta obra, apenas pela metade concluída e nunca publicada, a que leva o mesmo título por Antoninus Massoulié, O.P., é completamente distinta.
His most important productions were written to satisfy the desire expressed by Pope Alexander VII to the Dominicans assembled in a general chapter at Rome in 1656, that they should publish a course in moral theology conformable to the doctrine of St. Thomas, and thus correct the laxity of morals encouraged by certain casuists. These works were: (1) "Theologiae Moralis adv. Laxiores probabilistas pars prior" (Paris, 1665); (2) "Manuductionis ad Moralem Theologiam pars altera" (Paris, 1665); (3) "Theologia moralis Summa bipartita" (Paris, 1667). In these works, while condemning opinions that seemed too lax, and censuring others that appeared to be too rigorous, he ably defended the system of Probabiliorism. With the famous critic Jean de Launoy he was long in controversy as to the "Summa Theologica" of St. Thomas Aquinas the authenticity of which he ably defended, although he did not demonstrate it, as later writers have done. The manuscript of a work entitled "Apologia pro sacra congregatione Indicis" having been published with alterations made by a stranger, which brought upon it the condemnation of the Sacred Congregation, he promised a new edition, which was embodied in his "SS. Augustini et Thomae vera et una mens de libertate humana" (Paris, 1666). Another valuable work is his "Libri V apologetici pro religione, utraque theologia, moribus ac juribus Ord. Praed." (Paris, 1666). At the time of his death he was engaged on a complete course in theology to be entitled "D. Thomas sui Interpres". From this work, but half completed and never published, the one bearing the same title by Antoninus Massoulié, O.P., is entirely distinct.
Fontes:
Sources:
- Quetif e Echard, Escritores da Ordem dos Pregadores, II, 655
- Touron, História dos Homens Ilustres da Ordem de São Domingos, V, 489-498.
- Quetif et Echard, Script Ord. Praed., II, 655
- Touron, Hist. des hommes illus. De l'ordre de St. Dominique, V, 489-498.