Utopia
(do gr. u, partícula negativa, e topia, de topos, lugar, o que não está em nenhum lugar)
Nome que Thomas Morus deu a um país imaginário (a ilha Utopia), em que vivia um povo feliz, graças às leis e aos costumes sábios que presidiam todos os atos e à vida econômica.
No fim da Idade Média e no início do Renascimento surgiram inúmeras concepções de vida perfeita; a maioria inspiradas nos costumes e exemplos dos povos nativos americanos.
Pejorativamente emprega-se para acusar todo e qualquer ideal político, cuja aplicabilidade é julgada impossível por não corresponder, nem ser adequada à realidade humana. O exame do que é realmente utópico e do que é tópico é matéria que exige cuidadosa análise, porque muitas utopias tornaram-se realidade, enquanto concepções consideradas tópicas não passaram de simples quimeras.