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Transcendental

Ser

É comum considerar-se o conceito de ser como um conceito universal, genérico ou específico. Neste caso, ser seria apenas um esquema abstrato das notas universalizantes, que têm todos os entes. Duns Scot opunha-se a essa opinião, afirmando a univocidade do conceito de ser. O conceito de gênero inclui o das espécies, que entram na sua extensão, no que elas têm de comum, mas exclui o que têm de próprio, que é a diferença específica que permanece fora do conceito. Assim homem e cavalo estão implicados no gênero animal enquanto seres animados, mas a diferença específica de homem (a de ser racional) não a possui o cavalo, que dela é ausente. O mesmo observar-se-ia quanto a um indivíduo, pois Paulo que está incluído como ser racional, em homem, não está enquanto louro. Mas o conceito de ser é diferente, porque ele engloba, não somente o que as espécies têm de comum, mas também os indivíduos, e ademais as diferenças específicas e individuais. Assim, no indivíduo Paulo, o ser animal é, o ser homem é, o ser louro é. Deste modo, o conceito transcendental é aquele que é atribuído aos seres que entram na sua extensão, não somente no que têm de comum, mas também no que têm de próprio; portanto, o conceito ser é um conceito transcendental.

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