Tacteamento
Surgiu após os trabalhos e observações de Jennings e Thorndike. Parte da aceitação de alguns princípios aprioristas, como o da atividade própria do sujeito e de princípios empiristas, como o da adoção da boa solução que depende, em última instância, da pressão do meio externo. A adaptação do ser ao meio ambiente processa-se por métodos de tacteamento, por meio de ensaios e erros. É ao sujeito que se deve a produção de ensaios, mas são eles fortuitos quanto ao objeto, e é devido a este que se dá a seleção, segundo se ofereçam boas soluções. Para essa posição a atividade intelectual ou vital é independente do meio exterior no tocante à sua origem, mas este revela o valor do que se realiza, que é determinado pelo bom êxito. O sujeito, assim, tacteia. E, dos ensaios e erros, forma-se a inteligência. A acomodação dos esquemas através de acomodações progressivas é o exemplo desses tacteamentos.
Daí:
- atividade tacteante dirigida (que se confunde com a assimilação) tateamento impuro; e
- um tacteamento puro, que se efetiva ao acaso, com seleção de providências favoráveis.
Sabemos que as tensões formam estruturas, cujos elementos internos complicam-se mutuamente (relação entre as partes e destas com o todo). Toda tensão, no plano biológico como no psicológico e social, forma um esquema que tem um processo e neste um dos seus períodos é o da assimilação. Essa implicação segundo Claparède, mergulha suas raízes nas camadas motrizes do ser. Poder-se-ia dizer que a vida implica a implicação
. Esse traço de união entre a organização sensório-motriz e a implicação é a assimilação. As ações proveitosas tendem assim a repetirem-se, que nada mais é que a assimilação reprodutora de Piaget.
O movimento não sistemático (tacteamento puro) já tem uma direção, pois busca algo. É uma acomodação dos esquemas anteriores em busca de assimilações.