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Satânico

Satã

Satã significa o inimigo, o adversário, o obstaculizador. Nome dado, na Bíblia, a Belzebu, o chefe dos anjos rebeldes, convertido em espírito do mal.

a)

O adjetivo satânico refere-se à Satanás, mas também ao que é infernal, ao que é diabólico.


b)

Na literatura chama-se de Escola Satânica aquela que tomando assuntos ultra-realistas e asquerosos, procura transformá-los em temas poéticos, na poesia, ou emolduradores de vidas humanas, na ficção.


c)

Emprega-se também o termo para indicar toda a reversão de valores, em que os mais baixos ascendem aos mais altos degraus, e estes descem.

Quando examinamos os quatro grandes períodos dos ciclos culturais, verificamos que, partindo do período teocrático até o democrático, a pouco e pouco os valores chamados divinos (que são os positivos) perdem sua força à proporção que os valores negativos, os desvalores (satânicos) crescem, aumentam, por esvaziamento dos aspectos positivos. Processam-se assim, desde início, as disposições prévias da decadência do ciclo social, até alcançar a fase cujo nome genérico é cacocracia, período em que dominam os baixos valores e seus representantes. Manifesta-se na arte e no pensamento atual uma tendência satânica; já que os desvalores são privativos de positividade e Satã é a presença constante da negação. Todo o aspecto negativista, niilista, nadificador, aniquilador, destruidor, é satânico.

O satanismo moderno revela-se pela predominância dos valores mais baixos, da degeneração do bom gosto e das boas maneiras, pela preferência às coisas mais sórdidas e repugnantes da alma humana e, finalmente, pela filosofia negativista, que procura substituir a filosofia positiva.

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