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Predestinação ( E Reprobação)

Predestinação

Como decorrência da providência divina surge um dos temas mais importantes da teologia: o da predestinação. Aceitam os teólogos que Deus concede elevar o homem à bem-aventurança sobrenatural, à visão clara e facial de sua divina essência. E se tal permite, deve conceder meios que o leve a alcançar tal excelência. Segundo Orígenes, Deus predestina à glória em atenção aos méritos contraídos pela alma em sua existência anterior à união com o corpo. Mas os pelagianos admitiam que apenas por razão dos méritos naturais, feitos nesta vida, é que Deus predestina os homens à glória. Os semipelagianos admitiam que só eram predestinados à glória os que por sua atividade natural algo faziam e empreendiam no caminho da salvação. Outros admitem que a predestinação à glória é dada àqueles nos quais Deus prevê que farão bom uso da graça que lhes concede. Para outros nossas orações e obras podem mudar os desígnios de Deus, as quais muitos consideram absolutamente supérfluo, pois Deus nos predestinaria à glória, independentemente da boa ou má conduta. Os calvinistas julgam que estamos já predestinados tanto à glória ou à reprovação eterna, independentemente de nossas obras. A doutrina da Igreja Católica, em suas linhas gerais, é a concepção de Tomás de Aquino. O homem é livre, e Deus respeita esta liberdade. Mas admite que alguns, pela vontade divina, estão predestinados, necessariamente, à salvação, enquanto outros dependem de suas obras.

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