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Outro

Alter

(do lat. alter).

a)

O que é outro que outro é a relação entre o que é o que é, e não é o que é um ser numericamente distinto do primeiro.


b)

Termo empregado pelos pitagóricos e sobretudo por Platão, A matéria, para Platão, aparece-nos como um outro, diferente do ser ativo, não, porém, um puro nada, mas apenas simbolizado como um ek mageion amorphon, uma massa amorfa, que é modelada pelo demiurgo. Mas estamos aqui em pleno mito, mas o que ele afirma é a coeternalidade do ek mageion amorphon da matéria, com a ação do demiurgo, ou seja a contemporaneidade da determinabilidade com a determinação. O ato que modela, que informa a coisa, é um determinante, que o é na proporção em que há um determinável. O ato criador determinante implica um determinável proporcionado, e por ser o ato potencialmente ativo, seu poder não tem limites pois sempre pode. Para que o poder criador seja potencialmente ativo e sem limites, impõe-se uma determinabilidade; ou seja, uma potência passiva sem limites, mas limitável pela determinação. Em outros termos, a uma potência ativa infinita deve corresponder uma potência passiva limitada e não infinita no sentido adequado deste termo, pois infinito quer dizer independência, e a determinabilidade é dependente do determinante, no ato criador. A criação é ilimitadamente determinável. Tanto Platão como os pitagóricos afirmavam que o infinito não é o acidente de alguma natureza, mas algo per se existens. Quando ele afirmava que à matéria cabia o infinito, referia-se ao potencial, com duas raízes, o Mega e o Micron (o grande e o pequeno), a máxima e a mínima determinabilidade, pois a primeira pertence à adição e a segunda à divisão, tendendo aquela para o máximo e esta para o mínimo, não niilificando-se nunca.

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