Negação
O próprio conceito da negação surge sem dúvida na mente humana pela primeira vez no processo de formar juízos e representa uma função secundária do pensamento, que pressupõe a existência de juízos positivos ou afirmativos. Veículo da negação é a partícula “não” ou os seus equivalentes. Dentro de uma proposição que contém um juízo, a posição dessa partícula decide sobre se se trata de uma proposição negativa ou de uma proposição afirmativa, que contém um termo negativo; a proposição “um peixe não é um mamífero” ilustra o primeiro caso e “um peixe é um não-mamífero” o segundo. Os termos negativos geralmente são usados em vez da partícula “não”, equivalente em forma de prefixos como a, in, etc. Tais termos às vezes oferecem uma discrepância entre a forma gramatical e o sentido, como o termo imortal, átomo, não-eu, que são negativos na forma, mas positivos no significado. Outros termos negativos, além de serem a mera negação do respectivo conteúdo positivo, aceitaram ainda, um sentido mais amplo e independente, como o adjetivo incerto, que além de negar o caráter certo de um fato (não-certo), tomou o sentido qualitativo de inconstante e variável, sendo variável um conceito puramente positivo.
O sentido matemático é diferente do uso feito da palavra na lógica. Chama-se negativa uma grandeza que é contada em sentido inverso de uma direção originalmente dada.
Costuma-se chamar de negativa uma certa atitude psíquica ou os seus resultados (críticas, etc.) que consiste em uma mera oposição a uma opinião dada, sem nada substituir em compensação.