Monismo
(do gr. monos, um só)
É o sistema filosófico que reduz todas as coisas a um só ser, uma só unidade, cujas manifestações são os seres heterogêneos. Assim o materialismo é monista como o é o idealismo absoluto, como também o é o energetismo de Ostwald. O monismo prega a universalidade total do ser, a identidade entre a parte e o todo. Há várias maneiras de surgir o monismo e de se apresentar, mas todas caracterizam-se pela intenção de reduzir o múltiplo ao Um.
Crítica
A aceitação do monismo leva a uma seqüência de aporias insolúveis. O monismo termina no pluralismo. Desde o momento que se atualiza excessiva e unilateralmente o Um, o múltiplo desponta com energia para anular aquele excesso. Por outro lado, a afirmação excessiva e unilateral do múltiplo faz surgir com energia a exigência do Um. E nesse balancear, de uma aporia para outra, o espírito humano não encontra a solução desejada. Se as partes são partes de uma totalidade, o Um é consequentemente limitado enquanto totalidade, pois teria partes. Mas tais partes estão unidas e o que as prende é um limite. O Um é consequentemente um e múltiplo, limitado por partes e ilimitado pela contiguidade destas. Se o Um é limitado, tem extremidades. Sendo uma totalidade, tem começo, meio e fim. Ora, o meio está à igual distância das extremidades (começo e fim), do contrário não é meio. E neste caso o Um teria uma figura, teria fronteiras, seria quantitativo, o que leva a absurdos sem conta.