Ideia
(do gr. idein, ver, daí idéia).
Várias têm sido as acepções deste termo no decorrer do processo filosófico.
Na Grécia era a forma, a semelhança, a natureza, a classe, a espécie;
Para Platão e Sócrates é a essência, o universal eterno, o arquétipo do existente. As idéias (melhor as formas) têm uma hierarquia na ordem divina e são a meta do homem, consciente ou não.
Para os estóicos as idéias são as classes dos esquemas mentais do homem: conceitos, idéias gerais. Os neoplatônicos consideravam-nas como os arquétipos das coisas (nous ou logos).
As idéias (ou formas) são subsistentes em Deus (cristianismo e escolástica).
Com Descartes identificam-se com os conceitos lógicos do pensamento humano.
Para Berkeley derivam-se dos objetos na introspecção intuitiva. Segundo Hume é uma mera cópia ficcional das nossas impressões.
Para Kant, são conceitos ou representações, mas chama de idéias transcendentais aquelas que não derivam dos sentidos e até os ultrapassam, pois nada podemos encontrar na experiência que delas nos forneça uma imagem.