Hipóstase
(do gr. hypo, sob, debaixo, e stasis, o que está, o sub-posto, o suporte)
Termo que se emprega para indicar subsistência, a sistência que está sob. É um conceito metafísico que afirma que a substância é “possuidora de si mesma”, cuja presença tem um ubi intrínseco, que é subsistente em seu ser.
Hipostasia-se uma ideia quando se lhe dá uma substancialidade, subsistente em seu ser. Este conceito, que penetrou na filosofia, provém da teologia, embora já o encontrássemos em Platão, cujas formas ou ideias eram consideradas hipóstases, por ter ele postulado a subsistência das formas, separadas das coisas, que constituiriam um mundo verdade, em oposição ao nosso mundo sensível, mundo fenomênico.
Emprega-se o termo hipóstase em sentido pejorativo, quando alguém pretende dar uma subsistência extra-mentis aos meros entes de razão. A hipostasiação, neste caso, pode exceder-se, a ponto de perder a verdadeira realidade das ideias ou dos entes de razão, emprestando-lhe outra que eles não possuem na verdade. Os maiores adversários das formas e das ideias, como entes, tendem frequentemente a hipostasiar as suas ideias mais caras. Há algumas hipóstases modernas que geraram confusões e até consequências catastróficas, como a de proletariado, hipostasiada por socialistas, a de raça, por nazistas, e a de nação, por nacionalistas exagerados, os racionalistas com a razão e os revolucionários do século XVIII com a liberdade, a fraternidade e a igualdade.