Epifenômeno
Na psicologia, para os que defendem a posição fisiologista, a consciência é apenas um epifenômeno. Segundo Ribot todas as manifestações da vida psíquica, sensações, desejos, sentimentos, volições, etc., podem ser ora conscientes, ora inconscientes, apesar das opiniões contrárias, pois se podemos encontrar um antecedente fisiológico para explicar um fato psíquico, há exemplos que só um antecedente psíquico pode explicar tais fatos. “O próprio cérebro não parece poder inteligentemente colaborar na vida psíquica, a não ser concebido como animado, como instrumento de uma atividade viva que o ultrapassa, da atividade de um vivente total, o qual não pode ser explicado pelo traçado de deslocamentos celulares ou de correntes nervosas, mas que tem sempre um fim e um sentido, logo uma alma. O funcionamento cerebral é coisa da alma. Tal é o princípio de uma psicologia coerente” (Pradines).