FILÓSOFO
(do gr. philos, amor e sophia, saber).
Diz-se que Pitágoras, ao ser interrogado o que era, declarou-se philosophos, um filósofo. Para ele, a Verdade pertence à suprema instrução, à Máthesis Suprema, que está em todas as coisas e que é a verdade de todas as coisas. O homem que a busca, que quer saber algo sobre ela é um viandante que percorre o caminho do saber, aumentando assim os seus conhecimentos, conexionando os fatos em teorias e buscando conhecer a origem e o destino de todas as coisas e do homem. É o filósofo, e esse afanar em busca da Máthesis Suprema é a filosofia. Ademais, ao filósofo não basta apenas procurar o saber, mas também uma emergência mental hábil e aguda, capaz de penetrar, munido apenas do pensamento, nos mistérios onde se ocultam as verdades dispersas das coisas, que são o caminho da Verdade Suprema. E essa capacidade aguda, arguta e saudável do pensar profundo é a mens philosophica, a mente filosófica.
O termo é empregado e, indevidamente, para os que se ocupam com o estudo da filosofia e que escrevem sobre ela sem se dedicarem devidamente.
É empregado, por ignorância, para intitular aos que se dedicam apenas a uma vida teórica, alheios aos fatores reais.
Nome dado aos professores de filosofia.
Há ainda o uso popular do chamado filósofo ao homem descuidado, alheio à realidade da vida, indiferente ao seu bem-estar. Felizmente, esse emprego é feito somente por pessoas ignorantes.