Fanático
(do lat. fanum, templo, lugar sagrado, daí fanaticus, em lat., o inspirado, o entusiasmado, o agitado por um furor divino). Só posteriormente tomou o sentido de exaltado, de delirante, de frenético, supersticioso.
Os fanáticos eram os sacerdotes dos cultos de Isis, Cibele, Belone, etc., que tomados de delírio sagrado, se laceravam até sangrar.
A palavra tomou o sentido de um misticismo vulgar que admite poderes ocultos, que podem intervir graças ao uso de certos rituais.
Emprega-se também para indicar a intolerância obstinada daquele que luta por uma posição, que considera evidente e verdadeira, e está disposto a empregar até a violência para fazer valer suas opiniões e para converter a outros que não aceitam as suas ideias.
Por extensão aponta toda e qualquer crença, quer religiosa ou não, desde que haja manifestação obstinada por parte de quem a segue.