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Dilema

Dilema

a)

É um raciocínio fundado sobre uma premissa disjuntiva, em que, partindo de qualquer dos extremos, infere-se a mesma conclusão. A premissa pode ser formulada em forma categórica ou hipotética. Não se deve confundir o dilema com a disjuntiva. No dilema há uma alternativa numa das premissas, ex.: a ou b é verdadeiro; se a é verdadeiro, k também o é; se b é verdadeiro, k também o é; logo, k é verdadeiro. Este é um ex. de alternativa categórica. Eis um ex. de alternativa hipotética:. Se a é verdadeiro, b ou c é verdadeiro. Se b é verdadeiro, k é verdadeiro; Se c é verdadeiro, k é verdadeiro; Logo, se a é verdadeiro, k é verdadeiro. Emprega-se, também, o nome de dilema para todo raciocínio deste tipo, em que a alternativa compreenda mais de dois casos.


b)

Costuma-se empregar este termo para significar uma conjuntura difícil, da qual não é possível sair-se senão por um de dois modos, como, por ex., ante duas proposições contraditórias.


c)

Emprega-se, também, para referir-se a uma antinomia ou a uma oposição mútua de duas teses filosóficas, em que a aceitação, ou o repúdio de uma, leva à negação ou à afirmação da outra, quando nenhuma das duas pode ser refutada com o auxílio dos princípios estabelecidos pelos lados que a sustentam. Mais ou menos nesses termos é o enunciado que Renouvier dá do dilema metafísico.

Chamam-se falsos dilemas os fundados em divisões mal construídas, que colocam o pensamento numa alternância, quando há um terceiro termo não considerado. Temos um exemplo no falso dilema: ou capitalismo ou comunismo, quando há outras possibilidades, que não são nem um nem outro.

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